Temor de recessão global faz dólar fechar acima de R$ 4

Mercados financeiros globais registraram fortes movimentos de fuga após a divulgação de que o PIB na Alemanha recuou 0,1%, e que China teve menor ritmo mensal de crescimento desde 2002

Por Agência Brasil

Dólar registrou a maior cotação desde maio
Dólar registrou a maior cotação desde maio -
Brasília - As divulgações de dados econômicos ruins na China e na Alemanha provocaram turbulências nos mercados financeiros de todo o planeta. No Brasil, o dólar comercial fechou acima de R$ 4 pela primeira vez desde maio, e a bolsa de valores chegou a ficar abaixo dos 100 mil pontos em alguns momentos do dia.

A moeda norte-americana encerrou esta terça-feira vendida a R$ 4,04, com alta de R$ 0,074 (1,86%) em apenas um dia. Na maior cotação desde 23 de maio (R$ 4,047), a divisa acumula valorização de 5,83% em agosto.


No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 2,94%, aos 100.258 pontos. Por volta das 16h, o indicador chegou a ficar abaixo da barreira de 100 mil pontos, mas o ritmo de queda estabilizou-se nos minutos finais de negociação.

Mercados
Os mercados financeiros globais registraram fortes movimentos de fuga após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) na Alemanha recuou 0,1% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. Os dados indicam que a maior economia da Europa está à beira da recessão.

Na China, segunda maior economia do planeta, a produção industrial cresceu 4,8% em julho sobre o mesmo mês do ano passado. Esse é o menor ritmo mensal de crescimento desde fevereiro de 2002. Influenciada pela queda nas compras de automóveis, as vendas no varejo na China cresceram 7,6% em julho, menos que o esperado.

Na Europa, a bolsa de Londres caiu 1,42%, a de Frankfurt recuou 2,19%, e a de Paris teve retração de 2,08%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caiu 3,05% nesta quarta-feira. Perdas nos mercados de países desenvolvidos fazem os investidores retirarem dinheiro de mercados emergentes, como o Brasil.

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