Mediana do relatório para o IPCA de 2025 subiu de 5,08% para 5,50%Agência Brasil
A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quinta semana seguida, de 4,10% para 4,22%. Um mês antes, estava em 4,01%. Considerando apenas as 109 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção aumentou de 4,10% para 4,26%.
A estimativa intermediária para a inflação de 2027 permaneceu em 3,90%, contra 3,83% de quatro semanas atrás. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,58% para 3,73%, ante 3,50% um mês antes
O Comitê de Política Monetária (Copom) considera o segundo trimestre de 2026 como horizonte relevante da política monetária O colegiado espera um IPCA de 4,0% nos quatro trimestres fechados nesse período, no cenário com a taxa Selic do Focus (de 6 de dezembro) e dólar começando em R$ 5,95 e evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC).
Também no cenário de referência, o Banco Central espera que o IPCA termine 2025 em 4,50% e desacelere a 3,60% em 2026.
A estimativa intermediária para 2026 caiu de 1,77% para 1,72%. Um mês atrás, era de 1,80%. Levando em conta apenas as 69 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recuou de 1,74% para 1,55%.
Após 78 semanas de estabilidade, a mediana para o crescimento do PIB de 2027 passou de 2,0% para 1,96%. A estimativa intermediária para 2028 continuou indicando alta de 2,0% para a atividade econômica, estável há 46 semanas.
O Banco Central espera que a economia brasileira cresça 3,50% em 2024 e 2,10% este ano, conforme o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI).
Considerando apenas as 98 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária para a taxa básica de juros no fim de 2025 passou de 15,00% para 15,13%.
O Copom volta a se reunir amanhã e quarta-feira, 28 e 29, para definir a taxa Selic. De 51 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, 50 esperam que o comitê cumpra o forward guidance e eleve a taxa Selic a 13,25%.
A mediana para os juros no fim de 2026 aumentou de 12,25% para 12,50%. Um mês antes, era de 12,00%. Levando em conta apenas as 94 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, seguiu em 12,50%.
A estimativa intermediária para o fim de 2027 passou de 10,25% para 10,38%, ante 10,00% quatro semanas antes. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela quinta semana consecutiva.
O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro do Banco Central reforçou o cenário de deterioração da inflação e firmou a percepção do mercado de que será preciso uma taxa de juros rodando acima de 13,75% - estimativa adotada como pico do juro básico no cenário de referência do RTI - para a convergência da inflação à meta de 3%.
A estimativa intermediária para o déficit primário de 2026 passou de 0,50% para também 0,60% do PIB. A meta do ano que vem é de um superávit de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.
Nominal
A estimativa intermediária do Focus para o déficit nominal de 2025 piorou de 8,37% para 8,72% do PIB. Um mês antes, era de 8,38%. A projeção para 2026 passou de déficit de 7,55% para 8,33% do PIB, ante 7,60% de quatro semanas antes.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.
A mediana para a dívida líquida do setor público como proporção do PIB em 2025 passou de 66,95% para 66,40%. Um mês antes, era de 67,0%. A estimativa intermediária para 2026 passou de 71,19% para 70,80%. Quatro semanas atrás, também estava em 70,80%.
As estimativas para o fim de 2025 e 2026 se mantiveram em R$ 6,00. Um mês antes, estavam em R$ 5,96 e R$ 5,90, respectivamente.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.
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