Após cinco meses seguidos de recuos, a fatia de consumidores com contas em atraso aumentouFoto: Freepik - Uso gratuito
Em nota, a FGV diz que a queda da confiança do consumidor foi puxada pela deterioração "tanto das perspectivas futuras quanto das condições atuais pelo segundo mês consecutivo, levando o indicador de volta à faixa dos 80 pontos e evidenciando um maior pessimismo entre os consumidores neste início de ano".
Em janeiro, o Índice de Expectativas (IE) recuou 6,0 pontos, para 91,6 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) encolheu 3,3 pontos, para 79,4 pontos.
Entre as expectativas, o item que mede as finanças futuras das famílias deu a maior contribuição para a queda da confiança no mês, ao diminuir 6,7 pontos, para 92,5 pontos, menor nível desde agosto de 2022. O item que mede as compras previstas de bens duráveis caiu 5,9 pontos, para 85,1 pontos, e o que avalia as perspectivas para a situação futura da economia local recuou 4,6 pontos, para 98,3 pontos.
Quanto ao momento atual, a percepção sobre as finanças pessoais das famílias caiu 4,1 pontos, para 69,7 pontos, e a percepção sobre a economia local diminuiu 2,5 pontos, para 89,5 pontos.
Houve piora na confiança em todas as quatro faixas de renda familiar em janeiro. O índice passou de 90,4 pontos em dezembro para 84,6 pontos em janeiro entre as famílias com renda até R$ 2 100, queda de 5,8 pontos, enquanto as famílias com rendimentos entre R$ 2.100,01 até R$ 4.800 tiveram redução de 4,3 pontos na confiança, de 91,7 pontos para 87,4 pontos.
A Sondagem do Consumidor coletou entrevistas entre os dias 2 e 22 de janeiro.
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