Coordenador-geral de Estatísticas do MDIC diz que superávit da balança de 2024 foi ajustado para US$ 74,176 bilhõesDivulgação

O diretor de Planejamento e Inteligência Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, afirmou nesta sexta-feira, 7, que, embora menor que o de 2024, o valor de exportações registrado no mês passado é o segundo maior da série histórica para meses de janeiro. As vendas somaram US$ 25,18 bilhões. Já o valor de importações, de US$ 23,016 bilhões, é o maior para meses de janeiro. A corrente de comércio também foi recorde, com US$ 48,2 bilhões no mês, contra US$ 47,2 bilhões registrados em janeiro de 2024.
Exportação

Na comparação como o mesmo mês do ano passado, o resultado foi mais negativamente influenciado pela queda de preços, de 5,2%, já que o volume de vendas caiu apenas 0,9%.

Na agropecuária, os embarques foram impactados tanto pelo volume, que recuou 6,7%, como pelos preços, que caíram 4%.

As exportações no setor somaram US$ 3,8 bilhões em janeiro, contra US$ 4,2 bilhões vendidos no mesmo mês de 2024. A soja foi um dos produtos que mais influenciou neste número. A queda nos embarques foi de 70,1%, com recuo de 62,4% nos volumes e de 20,3% nos preços.

"Embora tenhamos uma safra maior de soja esse ano em relação ao ano passado, esse embarque de janeiro cai. Eu sempre destaco aqui que a safra, embora seja mais ou menos constante, o período de escoamento não é totalmente constante, varia um pouco ao longo do ano, dependendo das condições climáticas", disse Brandão. "Nesse ano observamos que provavelmente os maiores volumes vão ocorrer mais para frente", completou.

Na indústria extrativa também houve grande queda de preço nas vendas para fora, com petróleo caindo a 16,1% e minério de ferro a 26,3%, o que puxou para baixo o valor exportado dessas duas commodities.

Entre os destaques positivos, o diretor do Mdic citou as exportações de celulose (avanço de 44,2%), de carne bovina (crescimento de 10,5%) e de carne de ave (alta de 21,9%) em janeiro. As vendas de café foram expressivas, com aumento de 79,4% em relação ao mesmo mês no ano passado, com alta de 9,5% no volume vendido, e de 63,8% nos preços.

Outro destaque dado por Brandão foi para as exportações à Argentina, que cresceram 57,9% em janeiro, número auxiliado pelas vendas do setor automotivo.
Importação
O diretor de Planejamento e Inteligência Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, disse nesta sexta-feira, 7, que o valor de importações registrado no mês passado, de US$ 23,016 bilhões, é o maior da série histórica para meses de janeiro. A corrente de comércio também foi recorde, com US$ 48,2 bilhões no mês, contra US$ 47,2 bilhões registrados em janeiro de 2024.

O número de importações no mês passado foi mais impactado pelo avanço no volume, que cresceu 19,5%. A compra de bens de capital teve alta de 21,5% no volume. Esse indicador no caso dos bens intermediários cresceu 20,3% ante janeiro de 2024.

Brandão destacou, por exemplo, as importações de motores e máquinas não elétricos, que cresceram 56,7% no mês passado. No caso dos combustíveis, a importação teve alta de 3,4%, impactada positivamente pelo volume (+10,7%), já que os preços recuaram 6,5%.

Um destaque negativo nas importações foi a compra de veículos automóveis de passageiros, que caiu 37,7%, queda puxada pelo recuo de preços (7,7%) e de volume (32,5%).

O coordenador-geral de Estatísticas do MDIC, Saulo Castro, também informou que, pela revisão tradicionalmente feita pela Secex, o superávit da balança de 2024 foi levemente ajustado para US$ 74,176 bilhões, contra US$ 74,6 bilhões divulgado no início de janeiro.

"Essa revisão fazemos todos os meses. A diferença é que essa foi a última que fizemos para 2024. É uma revisão normal, ordinária. Agora, o número de 2024 estabiliza", explicou Castro.

As exportações somaram US$ 337,046 bilhões e as importações foram de US$ 262,869 bilhões.