IPCA-15 acumulou um aumento de 1,34% no anoReprodução/Agência Brasil
O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 1,37%. O intervalo de estimativas ia de 0,56% a 1,53%.
Com o resultado anunciado na manhã desta terça-feira, o IPCA-15 acumulou um aumento de 1,34% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,96%. As projeções para o indicador em 12 meses iam de avanço de 4,28% a 5,91%, com mediana positiva de 5,11%.
A energia elétrica residencial foi o subitem que mais pressionou os preços da habitação, com impacto de 0,54 p.p. no grupo. A conta de luz avançou 16,33% em fevereiro, após a queda de 15,46% de janeiro em função da incorporação do bônus de Itaipu.
Ainda em Habitação, a alta de 0,52% da taxa de água e esgoto decorre de reajustes de 6,42% nas tarifas em Belo Horizonte e do reajuste de 6,45% nas tarifas de uma das concessionárias em Porto Alegre, vigentes desde 1º de janeiro.
Já o subitem gás encanado viu os preços caírem 0,32% em fevereiro, em função de variações nos preços do Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.
Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,63% em fevereiro, desacelerando após o avanço de 1,1% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os aumentos da cenoura (17,62%) e do café moído (11,63%). Entre as quedas, destacam-se a batata-inglesa (-8,17%), o arroz (-1,49%) e as frutas (-1,18%).
Já os preços da alimentação fora do domicílio subiram 0,56% no período, também desacelerando com relação à alta de 0,93% em janeiro. Tanto a refeição (0,43%) quanto o lanche (0,77%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior, de 0,96% e 0,98%, respectivamente.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.