IPCA-15 acumulou um aumento de 1,34% no anoReprodução/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,23% em fevereiro, após ter subido 0,11% em janeiro, informou nesta terça-feira, 25, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 1,37%. O intervalo de estimativas ia de 0,56% a 1,53%.

Com o resultado anunciado na manhã desta terça-feira, o IPCA-15 acumulou um aumento de 1,34% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,96%. As projeções para o indicador em 12 meses iam de avanço de 4,28% a 5,91%, com mediana positiva de 5,11%.
Habitação
Os preços do grupo Habitação subiram 4,34% no IPCA-15 de fevereiro, exercendo o maior impacto sobre o índice do período, de 0,63 pontos porcentuais (p.p.).

A energia elétrica residencial foi o subitem que mais pressionou os preços da habitação, com impacto de 0,54 p.p. no grupo. A conta de luz avançou 16,33% em fevereiro, após a queda de 15,46% de janeiro em função da incorporação do bônus de Itaipu.

Ainda em Habitação, a alta de 0,52% da taxa de água e esgoto decorre de reajustes de 6,42% nas tarifas em Belo Horizonte e do reajuste de 6,45% nas tarifas de uma das concessionárias em Porto Alegre, vigentes desde 1º de janeiro.

Já o subitem gás encanado viu os preços caírem 0,32% em fevereiro, em função de variações nos preços do Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.
Alimentos e bebidas
Os preços do grupo Alimentação e Bebidas subiram 0,61% em fevereiro, após a alta de 1,06% registrada em janeiro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,14 ponto percentual para o IPCA-15, que subiu 1,23% no mês.

Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,63% em fevereiro, desacelerando após o avanço de 1,1% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os aumentos da cenoura (17,62%) e do café moído (11,63%). Entre as quedas, destacam-se a batata-inglesa (-8,17%), o arroz (-1,49%) e as frutas (-1,18%).

Já os preços da alimentação fora do domicílio subiram 0,56% no período, também desacelerando com relação à alta de 0,93% em janeiro. Tanto a refeição (0,43%) quanto o lanche (0,77%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior, de 0,96% e 0,98%, respectivamente.