Mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 5,20% para 5,18%Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela oitava semana consecutiva, colada ao teto da meta. Considerando apenas as 48 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana oscilou de 4,49% para 4,47%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,9% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). O fim do ano que vem é o horizonte relevante do colegiado.
Na última decisão, o comitê elevou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 15,0%, e afirmou que "antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros", com o objetivo de examinar os impactos do ajuste que já foi realizado.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 20ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,83% para 3,80%. Um mês antes, era de 3,85%.
O Banco Central aumentou a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,9% para 2,1%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre. Segundo a autarquia, a atividade continua resiliente, embora já seja possível observar "certa moderação" no ritmo de expansão.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 oscilou de 1,87% para 1,86%. Um mês antes, era de 1,81%. Considerando só as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,90% para 2,0%.
A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela 14ª semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 69ª semana seguida.
"Em se confirmando o cenário esperado, o comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta", afirmou o Copom, no último comunicado.
Considerando apenas as 43 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também se manteve em 15%.
A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela 23ª semana consecutiva. Mas, levando em conta apenas as 43 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária caiu de 12,50% para 12%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 21ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10% pela 28ª semana consecutiva.
A projeção para o dólar no fim de 2027 continuou em R$ 5,75. Um mês antes, era de R$ 5,80. Já a mediana para o fim de 2028 se manteve em R$ 5,80 pela quinta semana consecutiva.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
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