Para o fim deste ano, a mediana das projeções é de taxa a 5,5%, com piso de 4,7% e teto de 6,3%Marcelo Camargo / Agência Brasil
Para o fim deste ano, a mediana das projeções é de taxa a 5,5%, com piso de 4,7% e teto de 6,3%.
O rendimento médio real dos trabalhadores subiu ao ápice da série, para R$ 3.679 no período. O rendimento é impulsionado por uma grande demanda de atividades econômicas por trabalhadores, aliada a uma tendência de maior formalização no comércio e nos serviços, justificou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.
O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 2,0% na comparação com o trimestre até novembro, R$ 72 a mais Em relação ao trimestre encerrado em fevereiro de 2025, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 5,2%, R$ 183 a mais.
A renda nominal, ou seja, antes que seja descontada a inflação no período, cresceu 2,9% no trimestre terminado em fevereiro ante o trimestre encerrado em novembro. Já na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2025, houve elevação de 9,6% na renda média nominal.
"A gente teve crescimento estatisticamente significativo tanto no nominal quanto no real", frisou Beringuy.
O resultado da massa de renda significou um aumento de R$ 24,082 bilhões no período de um ano, alta de 6,9% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 ante o trimestre terminado em fevereiro de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em novembro de 2025, a massa de renda real cresceu 1,1% no trimestre terminado em fevereiro, R$ 4,087 bilhões a mais.
Houve geração de postos de trabalho em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas (241 mil), alojamento e alimentação (88 mil), outros serviços (87 mil), comércio (6 mil) e transporte (45 mil).
Em relação ao patamar de um ano antes, houve contratações em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (808 mil trabalhadores a mais), comércio (35 mil), informação, comunicação e atividades financeiras (504 mil), transporte (151 mil), outros serviços (89 mil) e agricultura (93 mil).
Houve demissões na construção (-3 mil pessoas), alojamento e alimentação (-15 mil), indústria (-137 mil) e serviços domésticos (-146 mil).
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