Recuperação tem objetivo de assegurar ambiente jurídico adequado para negociação de dívidasJoédson Alves / Agência Brasil

A petroquímica Braskem confirmou nesta segunda-feira, 24, que seu Conselho de administração aprovou o ajuizamento do pedido de recuperação extrajudicial da companhia e de certas controladas. Somadas, as dívidas da empresa chegam a US$ 10,9 bilhões, cerca de R$ 56 bilhões.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa diz que após a formalização dos documentos pertinentes, será protocolado o pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de assegurar um ambiente jurídico adequado para a negociação e a implementação da reestruturação de obrigações financeiras quirografárias.
Segundo a empresa, a recuperação extrajudicial terá escopo limitado e estritamente financeiro e, portanto, não abrange obrigações com fornecedores, clientes e demais stakeholders (interessados). De acordo com a petroquímica, esses compromissos permanecem vigentes e seguem sendo cumpridos normalmente, nos termos dos respectivos contratos.
A empresa disse ainda que manterá o mercado informado sobre desdobramentos relevantes, e que disponibilizará os documentos no site de relações com investidores e nos websites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3, conforme exigido pela regulamentação.
Na última semana, a companhia conseguiu encaminhar a situação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, cujo pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos trouxe, como parte da proposta, um aporte da Braskem de US$ 476 milhões, dos quais aproximadamente US$ 126 milhões já haviam sido desembolsados antes do pedido de Chapter 11, e outros US$ 230 milhões devem ter desembolso no curto prazo. O restante será colocado na subsidiária mexicana em seis meses.