Nesta terça-feira (4), a torcida organizada 1958, do Manchester United, fez um apelo para que os fãs dos Red Devils usem apenas roupas pretas durante o jogo contra o Arsenal, que acontecerá no próximo domingo (9), em Old Trafford. A proposta tem como objetivo protestar contra o momento vivido pelo clube.
Um dos principais motivos para o protesto é a gestão de Ratcliffe e sua empresa, a INEOS, que compraram 27,7% das ações do clube no ano passado. Recentemente, medidas como demissões de funcionários em massa se tornaram frequentes. No fim de fevereiro, o United informou que entre 150 e 200 funcionários podem ser demitidos.
O Manchester Unite, conhecido por sere um clube de receitas altas e de torcida grande, vem de cinco temporadas seguidas de déficits. Eles foram gerados, principalmente, por contratações erradas, salários altos e multas de demissões de técnicos e jogadores. A saída de Erik Ten Hag, por exemplo, custou 10 milhões de libras ao United (R$ 73,6 milhões).
"O clube está lentamente morrendo diante dos nossos olhos, tanto dentro quanto fora de campo, e a culpa é dos donos atuais", disse Steve Crompton, porta-voz do grupo 1958, em comunicado.
"O clube está sofrendo um 'apocalipse' financeiro. A dívida é o caminho para a ruína. Sir Matt Busby deve estar se revirando em seu túmulo pela situação atual de uma das instituições mais importantes do mundo e que se tornou o 'faz-me rir' de muitos", completou.
O grupo de torcedores organiza uma marcha de protesto até Old Trafford antes do duelo contra o Arsenal. Com todos os fãs vestidos de preto, como se estivessem indo a um velório. A ideia é simular o mesmo protesto contra a família norte-americana Glazer, que comprou o controle total do United em 2005 e gerou uma dívida de 580 milhões de libras (mais de R$ 4.2 bilhões).
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