Ednaldo RodriguesLeandro Lopes / CBF

Rio - O jornalista João Paulo Cappellanes, da Band, se tornou réu em um processo por calúnia, injúria e difamação movido pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, que foi chamado por ele de "frouxo". A queixa-crime do dirigente foi aceita pela Justiça de São Paulo.
O processo corre na 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A juíza Aparecida Angélica Correia foi a responsável por acatar a denúncia de Ednaldo, que alegou ter interpretado a palavra "frouxo" como uma ofensa pessoal, além do aceitável.
"Se o Brasil fosse um país sério, pode ter certeza que eu teria recebido com grande surpresa. Mas não é o caso!", declarou Cappellanes à "Folha de São Paulo", confirmando já ter sido notificado sobre a ação.
João Paulo Cappellanes, comentarista da Band - Reprodução
João Paulo Cappellanes, comentarista da BandReprodução
Agora, o jornalista terá 10 dias, a partir da última sexta-feira (4), para apresentar sua defesa. Nos autos, ele afirma ter exercido seu direito à crítica contra o presidente da CBF.

O que disse o jornalista

A fala de João Paulo Cappellanes aconteceu em fevereiro de 2024, no programa "Jogo Aberto", comandado por Renato Fan. Na ocasião, ele comentava o ataque a pedradas de torcedores do Sport contra o ônibus do Fortaleza, após um jogo da Copa do Nordeste.
"Dá para esperar alguma coisa da CBF? Que tem um presidente frouxo? Que não tem comando? Que não sabe nada de futebol? Dá para esperar alguma coisa dessa entidade falida moralmente? Não dá, gente", afirmou o jornalista.