O Selhurst Park é a casa do Crystal PalaceDivulgação/X @CPFC

Inglaterra - Na noite desta sexta-feira (11), o Crystal Palace anunciou que está "extremamente consternado" com a decisão da Uefa de excluir o clube da Liga Europa. Os Eagles, que foram colocados na Liga Conferência, informaram que continuarão a trabalhar com a entidade para "alcançar um resultado justo e equitativo". Além disso, não descartaram recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS).
"É claro para todos que não fazemos parte de uma operação multiclube e nunca fizemos. Além disso, com a conclusão da venda da participação acionária da Eagle Football para Woody Johnson, não haverá possibilidade de conflito de interesses após o início da competição", diz um trecho da nota.
Mais cedo, a Primeira Câmara do Órgão de Controle Financeiro de Clubes (CFCB) da Uefa decidiu excluir o Crystal Palace da Liga Europa e admiti-lo na Liga Conferência. Isso acontece porque o Lyon também se classificou para jogar a competição continental. Os dois clubes fazem parte da Eagle Football Holdings, de John Textor.
O órgão abriu um processo contra o Crystal Palace e o Lyon por causa de um potencial conflito com a regra da propriedade multiclubes. Textor tem mais de 40% das ações do clube inglês e é o acionista majoritário do francês.
Ele acertou a venda de suas ações Eagles (44,9%) para o americano Woody Johnson, mas ainda é necessário a aprovação da Premier League e da Super Liga Feminina par a concretização do negócio.
O presidente do Crystal Palace, Steve Parish, disse em entrevista à Sky Sports: "É algo que eu espero muito que alguém possa remediar, porque eu acredito que ninguém no futebol quer ver isso. Ninguém no futebol, e eu acho que nem a UEFA, quer ver isso – clubes que se classificam legitimamente para uma competição sendo excluídos dessa competição, pelo tecnicismo mais ridículo que você possa imaginar".

Veja a nota completa do clube

O Crystal Palace FC está extremamente consternado com a decisão da UEFA de excluir o clube da Liga Europa.

É claro para todos que não fazemos parte de uma operação multiclube e nunca fizemos. Além disso, com a conclusão da venda da participação acionária da Eagle Football para Woody Johnson, não haverá possibilidade de conflito de interesses após o início da competição.

Continuaremos a pressionar nosso caso e a trabalhar com a UEFA para alcançar um resultado justo e equitativo, para que possamos assumir nosso lugar de direito na Liga Europa, além de buscar aconselhamento jurídico para considerar nossas opções, incluindo um recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).

Em declarações à Sky Sports, o presidente Steve Parish disse: "Estamos devastados, principalmente pelos torcedores. Acho que os torcedores de todos os clubes deveriam estar devastados por nós, porque este é o sonho".

"Estou arrasado pelos jogadores, pelos torcedores, pela comissão técnica. Acho que é um dia ruim para o futebol".

"Acho que a maioria dos fãs de futebol, fãs de futebol sensatos, verão que isso é uma terrível injustiça para o clube de futebol".

"É algo que eu espero muito que alguém possa remediar, porque eu acredito que ninguém no futebol quer ver isso. Ninguém no futebol, e eu acho que nem a UEFA, quer ver isso – clubes que se classificam legitimamente para uma competição sendo excluídos dessa competição, pelo tecnicismo mais ridículo que você possa imaginar".

"Estamos analisando todas as opções no momento. Preferiríamos muito que alguém interviesse neste processo. Acreditamos que é possível que o Sr. Ceferin (nota da redação: ele é o presidente da Uefa) ou outra pessoa faça isso".

"Esta é uma regra que não podemos cumprir. Foi criada uma regra impossível para o Crystal Palace, o acionista majoritário do Crystal Palace, cumprir".

"Um acionista minoritário precisava vender ou depositar suas ações em um fundo fiduciário. Não tínhamos poder para obrigá-lo a fazer isso. Portanto, essa parte por si só é completamente incongruente".