Laura DahlmeierAFP
"A recuperação do corpo de Laura é possível, mas isso envolve grandes riscos, tanto a pé quanto de helicóptero", disse à AFP um membro da equipe de resgate, o americano Jackson Marvell.
Ele também acrescentou que seria "desrespeitoso" tentar recuperar o corpo, pois isso iria contra a vontade da falecida.
"Decidimos que ela deveria ficar (no local) porque era esse o seu desejo", declarou à imprensa o alpinista alemão Thomas Huber, participante nas operações de resgate.
A heptacampeã mundial e bicampeã olímpica de biatlo, de 31 anos, faleceu na segunda-feira devido a uma queda de pedras a 5.700 m de altitude, quando tentava escalar o pico Laila, uma montanha da cordilheira Karakoram (norte do Paquistão).
"Vi Laura ser atingida por uma pedra enorme, depois ela bateu contra o muro. E desde então não deu nenhum sinal de vida", contou à imprensa sua companheira de cordada, Marina Krauss.
Os serviços de emergência consideram que a campeã faleceu "devido ao golpe" no local, na mesma segunda-feira.
Após essa participação olímpica, ela encerrou sua carreira em 2019, aos 25 anos, e além de ser comentarista televisiva de provas de biatlo para a ZDF, voltou a se dedicar ao alpinismo.

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