Carlo AncelottiRafael Ribeiro/CBF

Rio - Classificado para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil se despede das Eliminatórias nesta terça-feira (9), às 20h30 (de Brasília), contra a Bolívia, em El Alto, pela última rodada. Pela primeira vez como treinador, Carlo Ancelotti comandará uma partida na altitude acima de 4 mil metros. O italiano, no entanto, não teme, mas admite mudanças, tanto de peças quanto de estratégia.
"A ideia que tenho é mudar um pouco, não só os jogadores. Estamos treinando, analisando o cansaço dos jogadores e, depois, temos que considerar que tem um componente que pode mudar a nossa estratégia. Estou buscando informações com quem já jogou lá. Não tenho muita experiência nisso (altitude). O Brasil jogou lá muitas vezes. Não é nada novo para a Seleção, pode ser para mim. Tenho que confiar nas pessoas que têm mais informações do que eu", disse.
Durante a carreira como jogador, Carlo Ancelotti atuou apenas uma vez na altitude. Durante a Copa do Mundo de 1986, no México, o italiano jogou na Cidade do México, que fica situada a 2.240 metros acima do nível do mar, além de Puebla, localizada numa altitude de 2.175 metros. Já a cidade de El Alto, na Bolívia, está 4.150 acima do nível do mar.
"A exigência que vamos ter é diferente no jogo ofensivo e defensivo. Tentar controlar os cruzamentos, os chutes de fora da área são aspectos importantes ao nível defensivo. Em nível ofensivo, entender que a bola viaja mais rápido que o normal. São coisas que temos que avaliar na estratégia", pontuou.
Em três jogos no comando da Seleção, Carlo Ancelotti soma duas vitórias e um empate, além de quatro gols marcados e nenhum sofrido. No período, o Brasil criou nove chances claras e cedeu apenas uma, o que mostra uma evolução tanto ofensiva, quanto defensiva. Para o treinador italiano, no entanto, a atitude no último jogo foi o principal destaque.
"Isso é a chave do êxito. Os jogadores brasileiros têm muito talento. A chave do êxito é talento mais atitude. Talento com zero atitude não ganha. Zero talento com muita atitude, também não ganha. Com a combinação entre talento e atitude pode ganhar. O que eu mais gostei nesses três jogos foi a atitude da equipe. A atitude foi, na minha opinião, muito alta. Isso é uma base importante do futuro da Seleção", finalizou.