Samir Xaud criticou as condições do jogo contra a Bolívia, em El AltoRafael Ribeiro/CBF
Presidente da CBF detona condições de jogo na Bolívia: 'Uma verdadeira várzea'
Seleção reclamou do antijogo dos bolivianos após a derrota
Rio - O presidente da CBF ficou na bronca com as condições do jogo contra a Bolívia, em El Alto. Após a derrota da seleção brasileira por 1 a 0, nesta terça-feira (9), pela última rodada das Eliminatórias, Samir Xaud detonou o antijogo dos bolivianos, tanto dentro quanto fora dos gramados, incluindo a polícia, e foi duro nas palavras.
"Uma tristeza o que ocorreu hoje aqui. Viemos para jogar futebol e o que vimos desde a nossa chegada foi um antijogo. Mesmo com essa altitude de 4 mil metros, jogamos contra a arbitragem, contra a polícia e contra os gandulas, tirando as bolas de campo, colocando bolas dentro de campo. Uma verdadeira várzea", disse Samir Xaud ao "ge".
O caso dos gandulos ocorreu nos minutos finais da partida. Cientes da derrota da Venezuela, os bolivianos sabiam que a vitória sobre o Brasil garantia vaga na repescagem. Assim, tentaram defender o resultado de todas as maneiras, inclusive com antijogo dos gandulas, que sumiram com as bolas e também jogaram mais de uma no gramado com intuito de impedir ataques da seleção brasileira.
No intervalo do jogo, seguranças da CBF foram ameaçados de prisão. O coordenador da seleção Rodrigo Caetano reclamou de forma mais incisiva com a arbitragem e com o delegado da partida, e foi impedido pela polícia local. Quando os seguranças da entidade apareceram, os policiais subiram o tom e fizeram ameaças de prisão.
"Não é o que nós esperamos para o futebol mundial nem para o futebol sul-americano. O que nós queremos é engrandecer ainda mais. Esse tipo de atitude, principalmente jogando na altitude fica difícil. Espero que a Conmebol tome providências, justamente porque temos tudo gravado. Isso não pode acontecer, é um absurdo", completou.

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