John Textor, dono da SAF do BotafogoVítor Silva / Botafogo
O Lyon corria risco de rebaixamento e precisava urgentemente aumentar o caixa para ter garantias de permanecer na Primeira Divisão. Assim, o conceito de "caixa único" entre os parceiros da empresa foi útil.
Além da venda externa, o Botafogo se comprometeu a fazer negócios de jogadores com os próprios franceses. O Glorioso vendeu direitos econômicos de quatro atletas visando a melhora esportiva do co-irmão. Então, apareceu o caso de Savarino.
"Contrato de Transferência firmado entre o Botafogo e o OL relativo à transferência definitiva dos direitos federativos e econômicos de David Savarino Quintero (“Savarino”) do Botafogo para o OL, mediante o pagamento incondicional pelo OL ao Botafogo de € 7.600.000,00 (Sete Milhões e Seiscentos Mil Euros), datado de 11 de março de 2025", aponta outro trecho da carta.
Agora, o Alvinegro cobra o reembolso dos valores de Almada e Igor Jesus na Justiça. Ao todo, chegam a aproximadamente R$ 592 milhões na cotação atual.
Valores citados pelo Botafogo*:
. Igor Jesus por 43.134.297 de dólares
. Jair por 20.900.000 de euros
. Savarino por 7.600.000 de euros
Confira a nota oficial do Botafogo:
Infelizmente, medidas adotadas por órgãos reguladores na França comprometeram o funcionamento dessa integração, resultando na interrupção dos acordos de cash pooling que vinham sendo benéficos para todas as partes. Diante deste cenário, tornou-se necessário formalizar, por vias legais, que o atual desequilíbrio financeiro entre as entidades aponta para a necessidade de reembolso à SAF Botafogo por valores anteriormente emprestados.
Além disso, algumas medidas corporativas foram adotadas, com o devido alinhamento junto ao nosso parceiro acionista, o Botafogo de Futebol e Regatas (BFR), visando permitir a entrada de novos aportes de capital no Clube, caso os reembolsos por parte da Eagle ou do Olympique Lyonnais (OL) não sejam viabilizados de imediato. Tais ações não tiveram caráter provocativo e a SAF Botafogo reconhece integralmente o direito de seu acionista majoritário de ter prioridade em qualquer oportunidade de investimento no Clube, antes que se considere a participação de investidores externos. Ressaltamos, porém, que tais investimentos não seriam necessários caso o OL consiga honrar com os reembolsos devidos.
Para fins de esclarecimento, destacamos que as ações societárias tomadas até o momento consistem apenas em autorizações legais e que não há, no presente momento, qualquer plano que vise à diluição da participação acionária do nosso sócio majoritário. Inclusive, tais medidas seriam necessárias para possibilitar que o próprio acionista majoritário realize novos investimentos.
Por fim, a SAF Botafogo reforça que qualquer eventual negociação envolvendo a venda de participação majoritária na sociedade, seja ela conduzida por John Textor ou por terceiros, deverá necessariamente passar por um processo de diálogo e negociação amigável com o atual sócio majoritário. Embora medidas judiciais e societárias possam ser interpretadas de maneira equivocada por parte da imprensa, é fundamental que nossos torcedores tenham plena ciência de que a SAF Botafogo segue tendo a Eagle Football como sua acionista controladora, e que esta, por sua vez, é majoritariamente controlada por John Textor. Reiteramos nosso compromisso para que todas as discussões envolvendo o futuro da SAF ocorram de forma transparente, responsável e respeitosa."

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