Destaques do futebol brasileiro em 2025Fotos públicas
Fala, Galera! Chegamos ao final do ano e é, naturalmente, hora de fazer o balanço do futebol brasileiro e internacional em 2025.
Em primeiro lugar, claro, tivemos a estreia de Carlo Ancelotti no comando da amarelinha. Esse foi, sem dúvida alguma, o grande fato novo que nos leva a crer em um bom resultado do Brasil na próxima Copa do Mundo.
Se é verdade que ainda não jogamos um futebol bonito e vistoso como no passado, e não seria justo cobrar do italiano isso com tão pouco tempo de trabalho, não podemos deixar de reconhecer que o mister Ancelotti já deu uma cara mais competitiva à Seleção Canarinho, com maior movimentação no ataque e consistência na defesa. E o mais importante: o peso de seu nome já devolveu aos jogadores a autoestima do time pentacampeão do mundo!
Entre os nossos clubes, o ano foi do Flamengo, sem dúvida alguma. Organizado e estruturado, e principalmente dono da maior receita disparado do futebol brasileiro, o rubro-negro carioca mostrou em campo a sua supremacia. Projetando um orçamento ainda mais robusto para 2026, com caixa reforçado para buscar nomes de peso no mercado, tudo aponta para uma continuidade na ponta. O Palmeiras manteve o seu alto nível, sendo o único rival hoje com estrutura e elenco para competir contra o clube da Gávea. Mas em 25, realmente, só deu Mengão. O título do Corinthians na Copa do Brasil, embora merecido pela garra de seus jogadores e talento de alguns, parece ter sido muito mais baseado na força de sua camisa e torcida do que em algo que irá se manter no próximo ano.
O ano de 2025 foi importante para o futebol brasileiro por mudanças no seu comando e em algumas questões importantes. Houve troca na CBF e o roraimense Samir Xaud assumiu a entidade. Em pouco mais de seis meses, o novo presidente já fez alterações no calendário, expandindo a série D e diminuindo as datas dos estaduais, instituiu o primeiro esboço de um programa de sustentabilidade financeira e promoveu um diálogo mais próximo com os clubes. É por aí!
Mas há muito trabalho ainda pela frente, e as reformas do futebol brasileiro não podem parar nisso que se viu. A profissionalização da arbitragem, tema que já debatemos e aprovamos no Senado, começa a ganhar corpo com os primeiros contratos de trabalho assinados a partir do próximo ano. Fico feliz em ter ajudado a plantar essa sementinha no Congresso.
A implantação da liga continua como um grande gargalo ainda a superar. Ninguém tem dúvida que somente desta forma conseguiremos fazer um produto mais rentável e organizado pelos próprios clubes, uniformizando marca, campos, regras e tudo o que compõe uma competição. Dos dez maiores campeonatos nacionais do mundo, somente o brasileiro não é gerido por uma liga independente da Confederação, que deve cuidar da Seleção e das copas locais.
Agora é torcer para em 2026 continuarmos nesse processo de modernização em nosso futebol. E, claro, que venha o tão almejado hexa, depois de 24 anos de espera. Feliz Ano Novo!

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