Plano inicial do projeto do novo estádio do Flamengo ainda sofrerá alteraçõesDivulgação

A diretoria do Flamengo apresentou, na quarta-feira (18), novos prazo e custo de R$ 3,1 bilhões para construir o estádio no terreno do Gasômetro. E também detalhou como pretende pagar os custos da obra. Das três opções de financiamento à disposição, o modelo considerado mais viável é o que está no estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de fazer uma poupança nos próximos anos e arredar novas fontes de renda, como venda de naming rights (direito a dar o nome do estádio).
Esse modelo é o que a diretoria rubro-negra pretende implementar a partir de janeiro de 2026, pois impactaria menos nas finanças do futebol. Com a mudança do prazo de inauguração de 2029 para julho de 2036, o clube ganha mais tempo para fazer uma reserva importante para ajudar a arcar com o custo bilionário.
Na primeira fase, do início de 2026 até agosto de 2028, o Flamengo separará R$ 5,8 milhões por mês para essa reserva especial. O valor aumentará substancialmente até 2033, quando está previsto o início da obra da estrutura do novo estádio.
Nesse segundo período, a diretoria estima poupar R$ 11,6 milhões mensais, além de gastar outras quantias para obra no terreno e para questões burocráticas, como licenças. E na parte final do projeto, o Rubro-Negro desembolsaria R$ 12 milhões mensais com os custos.

Outras fontes de renda para o estádio

Além dessa poupança, a diretoria estima arrecadar, segundo o site 'ESPN', R$ 195 milhões com a venda do potencial construtivo da sede da Gávea. Dinheiro também seria adquirido com vendas diretas relacionadas ao novo estádio, como camarotes, cadeiras cativas e naming rights pelo período de cinco anos.

Alternativas que o Flamengo não cogita

Além desse modelo de financiamento com recursos próprios, o Flamengo também tem como opção pegar empréstimos. A diretoria atual é contra endividar o clube num momento de juros altos, por considerar que isso pode atrapalhar a questão esportiva em algum momento.
A busca por um parceiro para arcar com as obras também é indicada, ao estilo de como fez o Palmeiras com a WTorre. Entretanto, a opção também não agrada porque levaria mais de 25 anos para o estádio dar retorno financeiro.