Fábio em ação pelo Fluminense contra o BolívarMarcelo Gonçalves/Fluminense
Publicado 19/05/2026 23:33 | Atualizado 19/05/2026 23:39
Rio - Acostumado a fugir de polêmicas, Fábio abriu uma exceção ao comentar a convocação de Weverton para a Copa do Mundo de 2026. Afinal, o goleiro do Grêmio foi chamado aos 38 anos, enquanto o camisa 1 do Fluminense nem sequer ganhou uma chance aos 45 anos, mesmo com grandes atuações nos últimos anos, por causa da idade avançada.
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Diante do cenário na seleção brasileira, Fábio deu uma forte declaração, inclusive citando jogadores que ficaram fora da lista e eram dados como certos, o que considerou errado.
"Muitas coisas caem por terra, porque se fala de critérios. Infelizmente, são diferentes para alguns, mas acho que todos que estão lá têm uma história e foram, pela história, convocados. Então, parabéns a todos que estão lá. No final das contas, alguns critérios caíram (risos) e alguns que estavam na pré-lista e com expectativa de serem convocados... Os caras viraram as costas para eles. Soltaram a mão e cortaram a corda", disse Fábio após a vitória do Fluminense sobre o Bolívar.
"Mas nunca tive expectativa de Seleção, porque nunca me foi dada a oportunidade de mostrar meu potencial lá. Mas dentro das competições eu tive a oportunidade de fazer. Então, sou grato a Deus por isso e só agradecer pela carreira que eu fiz", completou.
Na sequência, o goleiro do Fluminense foi perguntado se a declaração sobre a "corda cortada de jogadores" na seleção brasileira era em relação aos goleiros Bento e Hugo Souza. Ambos eram convocados e acabaram ficando fora para Weverton, que não havia sido chamado por Ancelotti até então, mas ganhou uma chance de ir à Copa sob o argumento da experiência, segundo a comissão técnica brasileira.
"Não falei em específico só dos goleiros. Falei de todos que estavam na pré-lista", desconversou.
Apesar da longa carreira de sucesso por Cruzeiro e Fluminense, Fábio ganhou poucas chances na seleção brasileira ao longo dos anos. Ele minimizou a falta de oportunidades de defender o país.
"Eu estou jogando hoje porque Deus me concedeu saúde e me justificou esses anos todos. Não foi treinador, não foi empresário. Já tive oportunidade de conviver com milhares de treinadores, pouco tive empresários na minha carreira. Então, Deus fez com que dentro de campo tivesse o reconhecimento. Isso que sempre me motivou, fazer o melhor para Deus, saúde, honrar as camisas que tive a oportunidade de vestir, me dedicando com se fosse o último jogo. Faço isso até hoje", analisou Fábio.

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