Paulo Borrachinha vai enfrentar Roman Kopylov no UFC 318(Foto: Reprodução Instagram)

Vivendo o pior momento da carreira desde sua chegada ao UFC, Paulo Borrachinha entra no octógono no próximo sábado (19), no UFC 318, com a missão de provar que ainda pertence ao topo da divisão dos médios. Na luta co-principal do evento, em Nova Orleans (EUA), o brasileiro mede forças com Roman Kopylov e, mesmo diante da pressão por resultados, já projeta um desafio de alto risco para o futuro: Khamzat Chimaev.

Em entrevista ao programa “The MMA Hour”, do jornalista Ariel Helwani, Borrachinha foi direto ao apontar o nome que deseja enfrentar caso vença o invicto lutador checheno no próximo sábado.

“Chimaev… Eu quero lutar contra esse cara. Se ele ganhar ou perder (a luta contra Dricus Du Plessis), eu quero lutar com esse filho da p***. Tem que acontecer e eu estou focado nisso. E vou chamar o nome dele. Se Deus me der essa vitória (contra Roman Kopylov), eu vou chamá-lo e vou pronunciar. Eu vou chamar esse filho da p***. Ele precisa lutar comigo”, disparou.

Ex-desafiante ao cinturão da categoria, Borrachinha estreou no UFC em 2017 e rapidamente se destacou com um estilo agressivo e potência de nocaute. Foram quatro vitórias por nocaute nas primeiras quatro apresentações. Na sequência, superou Yoel Romero em uma das lutas mais intensas daquele ano, credenciando-se para disputar o título.

Entretanto, a derrota para Israel Adesanya na disputa de cinturão, em 2020, marcou o início de uma fase turbulenta. Desde então, o mineiro soma apenas uma vitória nas últimas cinco apresentações – contra Luke Rockhold –, sendo superado por Marvin Vettori, Robert Whittaker e Sean Strickland, além de lidar com lesões e lutas canceladas.

Já Khamzat Chimaev, cotado como um dos principais lutadores do peso-médio na atualidade, está com luta marcada contra o campeão Dricus Du Plessis pelo título dos médios no UFC 319, marcado para o dia 16 de agosto. Independentemente do resultado, Borrachinha vê o confronto com o checheno como inevitável.

Aos 34 anos, o brasileiro precisa de uma performance dominante contra Roman Kopylov não apenas para interromper a má fase, mas para justificar uma eventual luta com um nome do calibre de Chimaev — especialmente em uma categoria cada vez mais competitiva e instável no topo do ranking.