Vasco quer jogar no Maracanã para ter mais torcida em jogo decisivo para apoiar e também render mais dinheiroMatheus Lima / Vasco

O Vasco não conseguiu o Maracanã para receber o jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Vitória, na quarta-feira (26). A concessionária gerida por Flamengo e Fluminense não acatou o pedido de aluguel sob a alegação de que o gramado não está em boas condições.
A diretoria vascaína, entretanto, ainda não desistiu de atuar no estádio, de olho no retorno financeiro maior do que em São Januário, e avalia os próximos passos. Há a possibilidade de uma ação na Justiça para que o contrato de uso de até oito jogos em 2026 seja cumprido. Outra possibilidade é acionar o Governo do Rio para tentar a liberação.
Uma das alegações da SAF é que Flamengo e Fluminense não têm jogos marcados durante a próxima semana, já que ambos estão fora da Copa do Brasil. Entretanto, a gestão do Maracanã diz que há a necessidade de um período de jogos para tratamento do gramado, que não está em bom estado e até recebeu críticas de jogadores do Rubro-Negro.
Além disso, o pedido foi feito fora do prazo de 15 dias de antecedência. As informações foram divulgadas pelo jornal 'O Globo' e confirmadas por O DIA.

Relação difícil entre dirigentes de Flamengo e Vasco

Há também uma questão importante fora do campo que entra nessa confusão. Nesta semana, o presidente do Vasco, Pedrinho, criticou duramente o do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, chamando-o de "mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita".
Os dois dirigentes estão em pé de guerra por causa da postura do Rubro-Negro em tentar impedir a venda da SAF para Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, do Palmeiras. Além disso, nesta semana, o clube entrou com uma ação na Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para avaliar os gastos do rival com contratações em meio à recuperação judicial e a um pedido de empréstimo por falta de dinheiro no caixa.