Italva – O primeiro passo efetivo para definição do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Pleapo) acaba de ser dado, em evento de dois dias, no município de Italva, na região noroeste fluminense. A iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar (Sedipaf) acontecei no Centro de Treinamento da Emater-Rio (Centerj).
Durante a quarta-feira (8) e esta quinta (9), 130 participantes dos municípios da região discutiram e definiram as propostas que irão orientar as políticas públicas estaduais entre 2027 e 2030, formatadas no Pleapo. Um dos temas debatidos foi a ampliação da assistência técnica e extensão rural.
Também entraram na pauta a transição agroecológica; produção orgânica; conservação do solo e da água; valorização dos conhecimentos científicos e dos saberes tradicionais; fortalecimento da comercialização; segurança alimentar; e permanência dos jovens no campo.
Um dos painéis abordou, ainda, a ampliação da participação social na formulação das políticas públicas. Estiveram envolvidos agricultores familiares, pescadores, aquicultores, extensionistas, pesquisadores, representantes de universidades, instituições públicas e organizações da sociedade civil, que contribuíram com propostas para a elaboração da nova versão do plano.
De acordo com a organização do evento, a iniciativa representa uma mudança na forma de construir essa política pública. A Sedipaf explica que, desta vez, “o processo começou pelas regiões produtoras, ampliando a participação de quem vive a realidade do campo e conhece os desafios da produção sustentável em diferentes territórios fluminenses”.
TEMAS VARIADOS - A metodologia que orientará a revisão do Pleapo foi apresentada, de forma didática, durante a abertura do encontro. No desdobramento, a secretaria articula percorrer o estado, promovendo oficinas regionais antes da consolidação do documento. O objetivo é incorporar as diferentes realidades da agricultura fluminense ao planejamento estadual.
Na programação de Italva os participantes trabalharam, em grupos, os temas Produção; Uso e Conservação dos Recursos Naturais; Construção do Conhecimento; Comercialização e Consumo; e Governança. Está estabelecido que todos os detalhes serão sistematizados e incorporados à nova versão do plano.
A importância da agroecologia como estratégia para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas foi outro ponto de destaque, focado na recuperação de nascentes, a conservação da biodiversidade; manejo sustentável do solo e da água; e sistemas agroflorestais e o fortalecimento da assistência técnica. Todos realçados como potenciais para o aumento da resiliência das propriedades rurais diante dos eventos climáticos extremos.
NOVAS ETAPAS - Na sequência das exposições, foram apresentadas como exemplos da integração entre produção rural e conservação ambiental, eeperiências desenvolvidas no estado, como o Projeto Conexão Mata Atlântica e iniciativas de pagamento por serviços ambientais. A intenção foi demonstrar que desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais podem caminhar juntos.
No campo da bioeconomia como estratégia de desenvolvimento, houve apresentação do Regenera Rio - Vidas em Conexão. Trata-se de um programa que propõe a implantação de corredores de bioeconomia em diferentes regiões fluminenses, visando integrar conservação ambiental, restauração de áreas degradadas, inovação, infraestrutura e geração de renda.
A etapa realizada em Italva foi a primeira de uma série oficinas que a Sedipaf programa para outras regiões do estado. A secretaria ratifica que, “ao final do processo participativo, todas as contribuições serão reunidas no documento atualizado do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica, que orientará as políticas públicas voltadas ao setor entre 2027 e 2030”.
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