EUA condena casal brasileiro por sequestro de neto

Após se separar do marido, a filha do casal viajou em 2013 ao Brasil, prometendo que voltaria, mas obteve a custódia total na Justiça brasileira

Por AFP

Chicago - Um tribunal do Texas considerou os brasileiros Carlos e Jemima Guimarães culpados de sequestrar o neto e levá-lo ao Brasil, na última etapa de uma longa batalha judicial de um pai americano pela guarda do seu filho, Nico Brann, de 8 anos.

Carlos e Jemima foram absolvidos de outras acusações em um tribunal em Houston, no Texas (sul dos Estados Unidos).

Mas o veredito caiu em terreno incerto quando o juiz disse que considerará a petição da defesa de anular a decisão de júri e absolver o casal de todas as acusações, segundo o Houston Chronicle.

Os Guimarães foram presos em fevereiro quando chegaram a Miami de férias. Eles foram acusados de colaborar com o sequestro de seu neto, há cinco anos.

Após se separar do marido, a filha do casal, Marcelle Guimarães, viajou em 2013 ao Brasil, prometendo que voltaria, mas obteve a custódia total na Justiça brasileira. Desde então o pai, Chris Brann, tenta sem sucesso recuperar a guarda do filho.

Brann é um médico americano que vive em Houston e levou o caso ao Congresso, onde pediu para Washington impor sanções ao Brasil por descumprir a convenção de Haia sobre o sequestro internacional de menores.

Espera-se que o casal sexagenário seja condenado dentro de dois ou três meses, se o veredito for mantido. Eles receberão pena máxima de três anos de prisão.

Durante o julgamento, o casal apresentou provas de que mostrava que a mãe do menino estava fugindo de violência doméstica, segundo informou a imprensa local.

"Estamos abatidos", disse à emissora KHOU-TV o advogado dos Guimarães, Rusty Hardin, fora do tribunal.

Um caso similar provocou a aprovação, em 2014, da Lei Sean Goldman, o menino que tinha sido levado ao Brasil pela mãe. A norma autoriza Washington a tomar medidas quando outro país se negar a devolver crianças americanas sequestradas.

Sean Goldman voltou aos Estados Unidos em 2009 através da Convenção de Haia, cinco anos depois de ter sido separado de seu pai.

Últimas de Mundo & Ciência