Grupos ligados ao EI prometem mais ataques contra Austrália após Melbourne

Um homem morreu e outros dois ficaram feridos no ataque a faca

Por AFP

Um policial fazendo perícia em um corpo na cena do ataque reivindicado pelo Estado Islâmico em Melbourne, no dia 9 de novembro
Um policial fazendo perícia em um corpo na cena do ataque reivindicado pelo Estado Islâmico em Melbourne, no dia 9 de novembro -

Austrália - Organizações ligadas ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) advertiram que ocorrerão novas operações contra a Austrália e outros países "ocidentais", após o ataque com faca realizado na semana passada em Melbourne.

"Austrália, não pense que se livrou dos nossos ataques", diz um cartaz exibido na web no qual aparece uma foto do veículo que o agressor de Melbourne incendiou durante seu ataque, na sexta-feira passada.

Segundo o centro americano de vigilância de grupos islâmicos e extremistas SITE, a imagem foi publicada na quarta-feira pela Fundação de Mídias Dera' al Sunni (escudo sunita), ligada ao EI.

Outro cartaz exibido online e citado pelo SITE mostra uma imagens obtida nas redes sociais na qual o agressor de Melbourne, Hassan Khalid Shire Ali, tenta matar um policial antes de ser abatido, junto com a frase "Hoje foi Melbourne, e que cidade será amanhã?".

O somali Shire Ali matou um homem e feriu outros dois com uma faca.

A Polícia australiana anunciou que o ataque está sendo tratado como um ato de terrorismo e acrescentou que o suspeito, conhecido das autoridades de Inteligência, foi inspirado pelo Estado Islâmico, mas agiu só e não tem ligações com o grupo jihadista.

O Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque, conforme a agência de propaganda Amaq do grupo extremista.

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