Arábia Saudita rejeita decisão do Senado dos EUA sobre assassinato de jornalista

Resolução aprovada por unanimidade entre republicanos e democratas culpa príncipe saudita pela morte de Jamal Khashoggi

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia
Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia -

Riade - A Arábia Saudita rejeitou nesta segunda-feira, a resolução do Senado dos Estados Unidos que culpa o príncipe da monarquia saudita, Mohammed bin Salman, pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. A medida havia sido aprovada na semana passada com unanimidade entre republicanos e democratas, contrariando o presidente Donald Trump.

Os sauditas disseram que a resolução americana "continha evidentes interferências" nos assuntos internos do reino e abala o papel regional e internacional do país e que tem base em "alegações e afirmações não comprovadas".

"O reino categoricamente rejeita quaisquer interferências nos seus assuntos internos, toda e quaisquer acusações, de qualquer maneira, que sejam desrespeitosas à sua liderança, e qualquer tentativa de abalar a sua soberania ou diminuir a sua estatura", disse a declaração.

A Arábia Saudita também disse que o reino "reafirma" o seu compromisso com as relações com os Estados Unidos e descreve o Senado americano como "uma estimada parte legislativa aliada e amigável ao governo".

Na semana passada, senadores dos EUA aprovaram também o fim da participação dos americanos na guerra do Iêmen, conflito liderado pela Arábia Saudita em coalizão com outros países da região. Secretários do governo de Trump se pronunciaram contra a medida e tentarão barrá-la na Câmara.

Riad afirma que a resolução americana não afetará o "papel central do reino na região", a estabilidade dos mercados internacionais, a cooperação de contraterrorismo e a parceria com os EUA para confrontar o Irã.

Segundo os sauditas, "(a medida) manda recados errados para todos que querem causar uma ruptura na relação entre a Arábia Saudita e os EUA".

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