Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta Mike Pompeo, enviado de Donald Trump a Brasília: em busca de eixo conservador - Marcos Corrêa/PR
Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta Mike Pompeo, enviado de Donald Trump a Brasília: em busca de eixo conservadorMarcos Corrêa/PR
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O encontro entre o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, em Brasília, foi marcado pelo discurso de alinhamento entre os dois países. Durante a visita, Bolsonaro declarou que Brasil e EUA deixaram de ser "inimigos". A fala foi corroborada pelo novo ministro brasileiro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que se comprometeu a estreitar a parceria com os norte-americanos.

No Planalto, Bolsonaro declarou a jornalistas americanos que acompanhavam Pompeo que "havia uma longa tradição no Brasil de eleger presidentes que por alguma razão eram inimigos dos Estados Unidos" e que hoje, essa situação era bem diferente. "Agora é o contrário, somos amigos", declarou, em tom de comemoração. Ainda durante o encontro, o presidente reiterou a preocupação com a situação da Venezuela e se comprometeu a manter firme a estabilidade regional da América do Sul.

Bolsonaro também reafirmou a intenção de retirar o Brasil do Pacto Global Sobre Migrações e disse que o novo modelo de relação com os EUA pode ser favorável aos dois países, principalmente para a inserção internacional brasileira. O novo presidente ainda deixou claro que busca estabelecer um eixo conservador, ao lado dos governos norte-americano e israelense.

Antes da reunião com Bolsonaro, o representante de Donald Trump se encontrou com o novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, no Palácio Itamaraty, onde discutiram sobre a construção de uma "parceria mais intensa e muito mais elevada, como uma frente unificada" principalmente na luta contra "regimes autoritários na América do Sul", em referência a Cuba, Nicarágua e Venezuela. "É uma oportunidade para trabalharmos juntos contra os regimes autoritários de todo mundo", completou.

Araújo declarou que ele e Pompeo tiveram uma "excelente conversa" e que os dois países buscam "trabalhar juntos pelo bem e por uma ordem internacional diferente, que corresponda aos valores dos dois povos". O chanceler brasileiro concluiu dizendo que a nova relação com os Estados Unidos é consequência de um "realinhamento" interno.

AMEAÇAS

Após o encontro, Pompeo afirmou que esta foi uma "chance para conversar sobre as ameaças que emanam da Venezuela, e sobre o profundo desejo de trazer a democracia de volta para o povo venezuelano". Ele também valorizou o fato de o Brasil ser a maior potência latino-americana e que a parceria entre os dois países pode ser "uma oportunidade transformadora para as duas nações" no âmbito do Comércio e da Segurança.

 

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