Piñera troca oito ministros no Chile, incluindo seu 'braço direito'

O presidente chileno havia anunciado a reforma ministerial no sábado, quando pediu que todos os ministros colocassem seus cargos à disposição

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente do Chile, Sebastián Piñera
Presidente do Chile, Sebastián Piñera -
Chile - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, realizou mudanças em seu gabinete nesta segunda-feira com a troca de oito ministros, após 11 dias do início da crise desencadeada por protestos que exigem mudanças sociais no país.

Os jornais La Tercera e Diario Financiero destacam a saída do agora ex-ministro do Interior Andrés Chadwick, considerado "braço direito" de Piñera, de Felipe Larraín do Ministério da Fazenda e de Cecilia Pérez da Secretaria-Geral do Governo. Nestas três pastas, assumem Gonzalo Blumel, que até então era ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ignacio Briones e Karla Rubilar, respectivamente.

Segundo o La Tercera, as mudanças "atacam o coração do governo". Já o Diario Financiero aponta o "descontentamento das ruas com algumas declarações dos ministros" como a causa de suas quedas.
Cecilia Pérez, no entanto, continuará no governo como ministra de Esportes no lugar da agora ex-ministra Pauline Kantor. Já no lugar de Blumel, na Secretaria-Geral do Governo, assume Felipe Ward. O agora secretário-geral era até então ministro de Bens Nacionais, pasta que foi assumida por Julio Isamit.

Além disso, Nicolás Monckeberg deu lugar a María José Zaldivar no Ministério do Trabalho e Juan Andrés Fontaine foi substituído por Lucas Palacios no Ministério da Economia. Até o momento, Palacios era subsecretário de Obras Públicas.

O presidente chileno havia anunciado a reforma ministerial no sábado, quando pediu que todos os ministros colocassem seus cargos à disposição. Em discurso em frente ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno, Piñera disse que o novo gabinete deverá enfrentar "as novas demandas e os novos tempos".

O auge dos protestos no Chile, que exigem mudanças nas aposentadorias e nos serviços públicos, foi no sábado, quando mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas. Até o momento não há registro de manifestações nesta segunda-feira.
Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários