Crucificados no Chile: manifestantes são amarrados por policiais em antena

Agentes de segurança são acusados de tortura e abuso sexual; saldo dos protestos aponta 18 mortos, 584 feridos e 2.600 presos no país

Por iG

Agentes de segurança foram acusados de tortura e abuso sexual
Agentes de segurança foram acusados de tortura e abuso sexual -
Santiago - Três homens e um adolescente de 14 anos foram presos por policiais em uma antena da delegacia da região de Peñalolén, no Chile, durante as manifestações contra o governo dos últimos sete dias.
O caso de crucificação ocorreu na madrugada de segunda-feira 21, quando as vítimas foram acusadas de roubo. Elas foram agredidas com spray de gás de pimenta e golpes. O INDH confirmou em sua conta no Twitter que os homens foram posteriormente amarrados na estrutura metálica da delegacia. A Justiça chilena emitiu uma ordem de afastamento contra os policiais envolvidos, que foram proibidos de se aproximar das vítimas.

O Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH) do país recebeu 31 reclamações judiciais de novos casos de violações cometidos na madrugada de quarta-feira, 23. Entre elas, a de uso de uma estação de metrô desativada em Santiago como centro de tortura e de abusos sexuais por agentes das forças de segurança.

A polícia chilena confirmou a existência de investigação sobre o crime, sem dar detalhes. Também reiterou haver denúncias de violações de direitos humanos. Outra investigação aberta se refere às acusações de que a estação de metrô Plaza Baquedano, em Santiago, desativada desde o início dos protestos, está sendo utilizada pela polícia como centro de tortura e agressões físicas. Mas, até o momento, a perícia realizada por dois delegados e uma integrante do INDH não encontrou provas das acusações

Nem os funcionários do próprio instituto ficaram ilesos aos ataques da polícia, que disparou jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo contra um grupo de três observadores do INDH, ainda no fim de semana. De acordo com o instituto, eles estavam devidamente equipados e identificados, com coletes e capacetes amarelos oficiais.
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