Chile desiste de sediar Conferência do Clima da ONU por causa de manifestações

Presidente chileno cancelou eventos da ONU e do Apec, bloco econômico de países do Oceano Pacífico, devido a onda de protestos que já duram semanas

Por iG

Presidente do Chile, Sebastián Piñera
Presidente do Chile, Sebastián Piñera -
Santiago - A 25º conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que estava marcada para acontecer entre os dias 2 e 13 de dezembro em Santiago, capital do Chile, foi cancelada pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, nesta quarta-feira.

O cancelamento ocorre em meio a diversas manifestações que estão acontecendo no Chile. Elas começaram na metade de outubro devido ao aumento de 30 pesos (cerca de 20 centavos) no valor da passagem de metrô e se estenderam para outras pautas.

As manifestações estão sendo marcadas pela forte violência e repressão policial. Até o momento, ao menos 20 pessoas morreram, 745 policiais e 473 civis ficaram feridos, de acordo com dados oficiais. Entre os dias 19 e 27 de outubro, o país decretou estado de emergência. E agora decide cancelar o evento da ONU para poder priorizar a crise que o país passa.

A Conferência do Clima da ONU, também conhecida como COP 25, é o evento que discute mudanças climáticas e ações que os países podem realizar para diminuir a produção de gases estufas. O evento deste ano iria acontecer inicialmente no Brasil, mas foi cancelado durante o governo de Michel Temer por restrições orçamentárias.

Além do evento da ONU, o Chile também anunciou que não irá sediar o encontro da cúpula da Apec, bloco econômico dos países do Oceano Pacífico. "Sentimos e lamentamos profundamente os problemas e inconvenientes que essa decisão significará para a Apec e a COP", afirma o presidente.

Há também a probabilidade da final da Copa Libertadores, entre Flamengo e River Plate, que estava marcada para 23 de novembro no Chile, ocorrer em outro país. Mas ainda não houve oficialização.
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