Trump anuncia restauração de tarifas sobre aço e alumínio em retaliação a Brasil e Argentina

Presidente americano acusa os países de desvalorizarem suas moedas diante do dólar, o que , segundo ele, prejudica os agricultores dos EUA

Por O Dia

Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente brasileiro Jair Bolsonaro na Casa Branca em Washington, DC, em 19 de março de 2019
Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente brasileiro Jair Bolsonaro na Casa Branca em Washington, DC, em 19 de março de 2019 -
Rio - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou por meio de sua conta no Twitter nesta segunda-feira, que vai restaurar tarifas sobre todos os aços e alumínio exportados do Brasil e da Argentina para os Estados Unidos. Ele diz que a medida é uma retaliação à "desvalorização maciça de suas moedas", o que , acrescenta, não é bom para os agricultores americanos.
"O Brasil e a Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. o que não é bom para os nossos agricultores. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países", escreveu.
Trump disse que o Brasil e a Argentina estão se aproveitando da força do dólar e forçando a desvalorização do Peso e do Real.
"O Federal Reserve  ( Banco Central americano) também deve agir para que os países, dos quais existem muitos, não tirem mais proveito de nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportar seus produtos de maneira justa. Taxas mais baixas e afrouxar - Fed!", acrescenta.
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que, "se for o caso", conversará com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o anúncio feito pelo norte-americano, de aumentar tarifas sobre aço e alumínio de Brasil e Argentina como forma de compensar a desvalorização da moeda destes países. 
"Vou conversar com Paulo Guedes. Se for o caso ligo para o Trump. Tenho um canal aberto com ele", disse Bolsonaro. "Converso com Paulo Guedes e depois dou a resposta. Para não ter de recuar, tá ok?", completou Bolsonaro.
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