
Ao lado de nomes como Herbie Hancock, Bill Evans e Chick Corea, Tyner era conhecido como um dos mais influentes pianistas de jazz contemporâneo.
"O jeito do Sr. Tyner era modesto, mas seu som era rico, percussivo e sério, suas improvisações líricas centradas em acordes poderosos de mão esquerda marcando o primeiro beat do verso e o centro tonal da música", escreveu o crítico Ben Ratliff no The New York Times. "Esse som ajudou a criar a atmosfera da música de Coltrane e, em alguma medida, todo o jazz dos anos 1960."
Numa entrevista em 1961, o próprio Coltrane era todo elogios ao pianista. "Tyner segura as harmonias, e isso me permite esquecer delas. Ele é o cara que me dá asas e me deixa sair do chão de vez em quando."
Depois de deixar o quarteto em 1965, Tyner não encontrou sucesso imediato, mas ao longo das décadas seguintes consolidou sua influência e se manteve como um dos grandes líderes de bandas de jazz dos EUA.
Tyner nasceu na Filadélfia em 1938, e frequentou a igreja com os pais na adolescência, antes de ter aulas de música na escola e começar a tocar profissionalmente aos 16 anos. Aos 21, ele já fazia parte do que ficou conhecido como o quarteto clássico de Coltrane, ao lado do baterista Elvin Jones e do baixista Jimmy Garrison. Com o grupo, ele lançou clássicos do jazz, como A Love Supreme, Crescent, Coltrane Live at Birdland, Ballads e Impressions, todos na gravadora Impulse.
Ao longo dos anos, ele lançou trabalhos com seu nome pelas gravadoras Blue Note e Milestone, antes de voltar para a Impulse e seguir para a Telarc.
O pianista recebeu cinco prêmios Grammy na carreira, e em 2002 recebeu a National Endowment for the Arts Jazz Master, uma das maiores honrarias para um músico de jazz nos EUA.





