Irã recusa ajuda dos EUA e acusa americanos de terem produzido coronavírus

Apenas neste domingo, Covid-19 já matou 129 pessoas no Irã, elevando o número de mortos para 1.685, em meio a 21.638 casos confirmados

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Mortes por coronavírus seguem aumentando no Irã
Mortes por coronavírus seguem aumentando no Irã -
São Paulo - O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, recusou neste domingo a assistência oferecida pelos EUA para combater o novo coronavírus, citando uma teoria de que o vírus poderia ser produzido pelos americanos. Neste domingo, o Ministério da Saúde do país disse que o vírus matou outras 129 pessoas, elevando o número de mortos para 1.685 em meio a 21.638 casos confirmados.

Os comentários de Ali Khamenei vieram em meio a esmagadoras sanções dos EUA que impedem o país de vender seu petróleo bruto e acessar o mercado internacional. Enquanto isso, o aiotalá, de 80 anos, optou por manter a mesma teoria da conspiração cada vez mais usada pelas autoridades chinesas sobre o novo vírus para desviar a culpa da pandemia.

"Eu não sei o quão real é essa acusação, mas quando ela existe, quem em sua mente confiaria em você para lhes trazer remédios?", disse Khamenei. "Possivelmente o seu medicamento é uma maneira de espalhar mais o vírus", disse.

Ele também alegou, sem oferecer qualquer evidência de que o vírus "seja especificamente construído para o Irã usando os dados genéticos dos iranianos que eles obtiveram por diferentes meios". "Você pode enviar pessoas como médicos e terapeutas, talvez elas desejem vir aqui e veja o efeito do veneno que eles produziram pessoalmente", disse ele.

No entanto, não há provas científicas oferecidas em nenhum lugar do mundo para apoiar os comentários de Khamenei. Seus comentários foram feitos após o porta-voz do governo chinês Lijian Zhao escrever em seu Twitter no início deste mês que "pode ser o exército dos EUA que trouxe a epidemia para Wuhan. Seja transparente! Torne públicos seus dados! Os EUA nos devem uma explicação!", escreveu. Da mesma forma, Lijian não ofereceu evidências para apoiar sua acusação.
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