Presidente Donald Trump havia notificado a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a decisão do país há um ano; hoje, a saída foi oficializada - AFP
Presidente Donald Trump havia notificado a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a decisão do país há um ano; hoje, a saída foi oficializadaAFP
Por AFP
Publicado 04/11/2020 08:25 | Atualizado 04/11/2020 12:09
Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta quarta-feira que venceu as eleições, apesar do prosseguimento da apuração em vários estados cruciais.
"Francamente, nós vencemos esta eleição", afirmou aos simpatizantes na Casa Branca.
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O presidente republicano denunciou uma "fraude" e indicou que vai recorrer à Suprema Corte.
"Queremos que todas as votações parem", disse o presidente, em uma aparente referência à apuração dos votos emitidos por correio, que podem ser aceitos legalmente pelos comitês eleitorais estaduais depois de terça-feira, caso tenham sido enviados no prazo.
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A questão é crucial na eleição, pois muitos estados ainda estão contando os votos em uma disputa acirrada.
Devido à pandemia de coronavírus, quase 100 milhões de americanos, um recorde, votaram de maneira antecipada.
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De acordo com algumas pesquisas, os eleitores democratas tendem a utilizar mais o voto por correio que os republicanos.
"Não queremos que encontrem nenhuma cédula às quatro da manhã", disse Trump.
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Trump se declarou vencedor pouco depois das 2h20 (4h20 de Brasília), enquanto a apuração ainda prosseguia, um gesto inédito para um presidente dos Estados Unidos.
"No que me diz respeito, já vencemos", disse o presidente, que destacou as vitórias na Flórida, Texas e Ohio.

Em seu discurso ele também afirmou que "está claro" que venceu na Geórgia, apesar da falta de resultados definitivos no estado, e também reivindicou o triunfo na Carolina do Norte, onde a apuração também não terminou.

A apuração ainda prossegue no Alasca, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin.

Trump recebeu críticas imediatas de seu próprio lado.

"É uma decisão estratégica ruim. É uma decisão política ruim", opinou o político republicano Chris Christie.