Autoridades chinesas advertiram contra qualquer decisão dos EUA que possa parecer um apoio à independência de TaiwanReprodução

A China ameaçou, nesta segunda-feira, 18, com políticas de retaliação as empresas que venderem armas a Taiwan, após um acordo de US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhões na cotação atual) firmado com os Estados Unidos para reforçar a defesa da ilha reivindicada por Pequim.
Washington anunciou na sexta-feira, 15, que passava a autorizar a venda de equipamentos militares de defesa a Taiwan, que vive sob ameaça de uma invasão da China. A decisão acontece a um mês das eleições presidenciais no país asiático, que é considerada uma província por Pequim.
"Tomaremos medidas retaliatórias contra as empresas envolvidas na venda de armas a Taiwan", declarou Wang Wenbin, porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, sem especificar quais tipos de ações ou quais companhias seriam afetadas.
"A China tomará medidas firmes e enérgicas para defender sua soberania e sua integridade territorial", acrescentou.
As autoridades chinesas multiplicaram advertências contra qualquer decisão de Washington que possa parecer um apoio à independência formal da ilha. Taiwan, onde vivem 23 milhões de habitantes, é considerada pela China como uma província rebelde a qual ainda não conseguiu reunificar ao seu território desde o fim da guerra civil em 1949.
Em setembro, Pequim impôs sanções às gigantes americanas da indústria de defesa Lockheed Martin e Northrop Grumma por venderem armas à nação insular.