Presidente da Argentina, Javier Milei e a premiê da Itália, Giorgia MeloniAFP

A Itália concedeu cidadania ao presidente argentino, Javier Milei, durante sua visita oficial ao país neste sábado, 14.

Segundo o governo de Giorgia Meloni, Milei cumpre os requisitos para solicitar a cidadania devido aos seus antepassados italianos, mas a medida provocou indignação na oposição, que tem feito campanha para facilitar o processo para crianças de pais migrantes nascidas no país.
O economista ultraliberal – que completou um ano como presidente da Argentina este mês – está em Roma para se reunir com a primeira-ministra italiana de extrema-direita, Giorgia Meloni, e participar no festival anual Atreju, organizado pelo partido no poder, os Irmãos da Itália. 
Milei se encontrou diversas vezes com Meloni durante seu primeiro ano no poder, a última delas em Buenos Aires, em 20 de novembro.

No mês passado, Milei deu a Meloni uma estatueta dele com uma serra elétrica, símbolo de sua política de cortes que defendeu na campanha presidencial e que aplicou no governo, um “choque” que impactou profundamente o bolso dos argentinos.
A irmã de Milei, Karina, também recebeu a nacionalidade, informou a agência de notícias Ansa, que afirmou que a Itália processou os pedidos com celeridade.
Riccardo Magi, deputado do partido de oposição Mais Europa, declarou que a concessão de nacionalidade a Milei representa um “insulto” e constitui um ato de “discriminação intolerável contra tantos jovens que só o conseguirão depois de muitos anos”.
Na Itália, os estrangeiros precisam residir por dez anos antes de poderem solicitar a cidadania, e os filhos de estrangeiros nascidos no país não podem solicitar a nacionalidade antes de completarem 18 anos.