Quem estiver sob risco de detenção iminente nos EUA poderá alertar o consulado mexicano mais próximoReprodução
Trump também prometeu declarar emergência nos Estados Unidos e recorrer ao exército para realizar as deportações assim que assumir o cargo, na próxima segunda-feira (20).
As ações de contingência incluem "a contratação de todo tipo de serviço, material ou pessoal", incluído o aluguel de locais para habilitar albergues, serviços jurídicos, de consultoria, internet ou a realização de obras, segundo informações detalhadas na sessão da Câmara.
Também está prevista a coordenação com as autoridades estaduais e federais para uma possível obtenção de orçamento adicional.
A medida visa "garantir as condições no momento em que recebermos os irmãos migrantes e [...] aos que forem deportados, e garantir-lhes um tratamento digno", declarou o prefeito de Tijuana, Ismael Burgueño, durante a sessão.
Na cidade há muitos albergues e refúgios que acolhem migrantes de todo o continente americano, mas também de regiões como Ásia e África.
Em Tijuana também fica o posto de controle San Ysidro, considerado o maior local de travessia internacional do mundo, e de Otay Mesa, que ligam a mexicana Tijuana à americana San Diego.
O governo do México anunciou no mês passado um plano para fazer frente às deportações, que priorizará migrantes nacionais e inclui um aplicativo de celular com um "botão de alerta".
Quem estiver sob risco de detenção iminente nos Estados Unidos poderá ativá-lo e alertar o consulado mexicano mais próximo.

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