Ucrânia mantém a expectativa de que o TPI continue atuando de forma independenteAFP
"Esperamos que [essas sanções dos EUA] não afetem a capacidade do tribunal de fazer justiça às vítimas da agressão russa", afirmou Tykhy. Ele destacou que o TPI é "uma ferramenta importante para alcançar esses objetivos" e ressaltou a necessidade de "mais ordens de prisão" contra os "criminosos russos" envolvidos em ações como a "execução de prisioneiros de guerra ucranianos, a deportação de crianças, os crimes de guerra e os bombardeios contra civis" na Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir Putin, é alvo de uma ordem de prisão emitida pelo TPI em março de 2023, sob suspeita de deportação ilegal de crianças ucranianas para a Rússia. No entanto, o Kremlin não reconhece a jurisdição do tribunal e rejeita veementemente as acusações.
"Não reconhecemos o TPI. Os americanos têm suas próprias relações com o TPI", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, após o anúncio das sanções de Trump.
As medidas impostas pelo presidente americano incluem a proibição de entrada nos Estados Unidos de dirigentes, funcionários e agentes do TPI, além do congelamento de seus ativos no país. Trump acusa o tribunal de realizar "ações ilegais".
Diante do risco teórico de ser preso em países membros do TPI, Putin tem evitado viagens internacionais. Ele não participou da cúpula do Brics na África do Sul em agosto de 2023, da reunião do G20 na Índia em setembro do mesmo ano e também não estará presente no encontro do grupo no Brasil, marcado para novembro de 2024.
A Ucrânia, por sua vez, mantém a expectativa de que o TPI continue atuando de forma independente, garantindo que os responsáveis por crimes cometidos durante o conflito sejam devidamente punidos, independentemente das tensões políticas envolvendo os Estados Unidos e a Rússia.

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