Eleições no Equador: presidente Noboa e candidata esquerdista disputarão segundo turno
Em meio a promessas de reduzir a criminalidade, o país vive um surto de violência relacionado ao tráfico de cocaína produzida nos vizinhos Colômbia e Peru
Presidente do Equador, Daniel Noboa e candidata de esquerda, Luisa Gonzalez - AFP
Presidente do Equador, Daniel Noboa e candidata de esquerda, Luisa GonzalezAFP
O presidente do Equador, Daniel Noboa, e a candidata de esquerda Luisa González avançaram neste domingo, 9, para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 13 de abril. O pleito será uma repetição da disputa de outubro de 2023, na qual Noboa conquistou um mandato-tampão de 16 meses, após a renúncia de Guillermo Lasso.
Noboa e González duelam agora por um mandato completo, de quatro anos, em meio a promessas de reduzir a criminalidade no país. O Equador vive um surto de violência relacionado ao tráfico de cocaína produzida nos vizinhos Colômbia e Peru.
Com mais de 88% dos votos apurados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) equatoriano, órgão que cuida das eleições no país, Noboa somava 44,4% dos votos, contra 43,9% de González, uma advogada que tem o apoio do ex-presidente Rafael Correa. A pequena diferença, de menos de 50 mil votos, entre os candidatos indica uma disputa acirrada no segundo turno. Os outros 14 candidatos apareceram bem atrás dos dois líderes.
Uma pesquisa de boca de urna chegou a prever a reeleição de Noboa, com pouco mais de 50% dos votos, mas o desempenho da rival surpreendeu e levou o pleito para o segundo turno.
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