O objeto foi roubado em 1936, do sítio arqueológico de Olímpia, berço dos Jogos Olímpicos AntigosReprodução / Metropolitan Museum of Art

A Grécia comemorou a devolução pelo Museu Metropolitano de Nova York (MET) de um antigo objeto de bronze roubado de Olímpia na década de 1930, no marco dos seus esforços para recuperar seus tesouros.
O diretor do MET, Max Hollein, entregou à ministra grega da Cultura, Lina Mendoni, "uma cabeça de grifo [criatura mitológica metade águia, metade leão], datada de 650-625 a.C., que ocupava um lugar importante no setor de antiguidades gregas e romanas" do museu americano, segundo a declaração do Ministério.
A peça de 25,8 cm adornava o tripé de um caldeirão do tipo utilizado para preparar oferendas aos deuses. "É um exemplar excepcional da metalurgia grega antiga", disse o Ministério no comunicado.
O objeto foi roubado em 1936 do museu do famoso sítio arqueológico de Olímpia, cidade conhecida por sediar os Jogos Olímpicos da Antiguidade, de 776 a.C. a 393 d.C.
Foi então vendido por um antiquário grego ao americano Joseph Brummer, que o revendeu ao ex-vice-presidente do museu Walter C. Baker, que em 1971 legou o objeto, como outros de sua coleção, ao MET.
"Este é o retorno de um dos objetos mais icônicos da nossa coleção antiga", disse Max Hollein. Uma investigação do MET confirmou que o objeto "não saiu legalmente de seu país de origem, a Grécia".
Lina Mendoni mencionou que a Grécia "é um dos países cujos tesouros culturais foram roubados e estão sujeitos ao tráfico ilegal".
"Todas as antiguidades removidas ilegalmente de qualquer país devem ser devolvidas ao seu local de origem", reiterou.
Em 2022, a Grécia assinou um acordo com o MET para a devolução gradual, nos próximos 25 anos, de 161 antiguidades de bronze que pertenceram ao milionário e filantropo Leonard Stern.
A Grécia luta há décadas pela devolução de antiguidades saqueadas, em particular os Mármores do Partenon, que estão no Museu Britânico desde o século XIX.