Vários funcionários retiravam vidros quebrados e era possível ver um manchas de sangue em um dos tapetesMuhammad Sajjad/AP Photo
Em Cabul, o porta-voz do ministério afegão do Interior, dirigido por um ex-aluno desta madraça (escola muçulmana), "condenou com veemência" o ataque, que atribuiu a "gente do [grupo jihadista] Estado Islâmico" (EI).
Paquistão e Afeganistão se acusam mutuamente de ajudar o EI, mas este ataque ainda não foi reivindicado.
O diretor da escola, "Hamid ul-Haq Haqqani, morreu [...] a polícia científica está investigando a cena do crime e os primeiros resultados indicam um atentado suicida", declarou à AFP Abdul Rasheed, chefe da polícia do distrito onde se encontra a "Darul Ulum Haqqania".
A explosão deixou "seis mortos, além do homem-bomba, e 16 feridos, três dos quais estão em estado crítico", disse à AFP Abdul Rasheed. "Um cidadão afegão está entre os mortos", acrescentou.
"A explosão veio da primeira fila", a mais próxima ao imã, continuou.
Vários funcionários retiravam vidros quebrados e era possível ver um manchas de sangue em um dos tapetes, perto de onde o imã normalmente se coloca para seu sermão.
O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e seu ministro do Interior, Mohsen Naqvi, condenaram o ato como um "terrorista".
A escola corânica de Akora Khattak se tornou, ao longo das décadas, o símbolo dos talibãs e de sua visão ultraconservadora do islamismo.

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