Hospitalização do papa, com risco de morte em duas ocasiões, foi a crise de saúde mais grave desde 2013Alberto Pizzoli / AFP

O papa Francisco, que se recupera de uma grave pneumonia que colocou sua vida em risco, fará uma aparição pública no Domingo de Páscoa, 20 de abril, para pronunciar a tradicional bênção 'urbi et orbi' na praça de São Pedro, conforme anunciado pelo Vaticano.
No entanto, a Santa Sé não esclareceu se o pontífice, de 88 anos, conseguirá presidir as outras celebrações da Semana Santa, um cenário pouco provável devido à agenda intensa de eventos. Após cinco semanas de hospitalização em Roma, Francisco retornou ao Vaticano no domingo, onde segue com sua recuperação, que inclui terapias de reabilitação motora e respiratória, mantendo-se afastado de atividades públicas.
A saúde fragilizada do papa, que foi visto debilitado e com a voz trêmula ao deixar o hospital Gemelli, gerou preocupações entre os fiéis sobre sua presença nas cerimônias da Páscoa, a festa mais importante para os católicos.
O calendário das celebrações litúrgicas da Semana Santa, publicado nesta quinta-feira pelo Vaticano, confirma a tradicional bênção urbi et orbi, pronunciada pelo papa da sacada da Basílica de São Pedro no Domingo de Páscoa. No entanto, o Vaticano não especificou quem presidirá as outras cerimônias, como a Via-Crucis no Coliseu, evento significativo da Semana Santa.
O serviço de imprensa do Vaticano afirmou que a presença do papa nas celebrações de Páscoa será decidida de acordo com a evolução de sua saúde nas próximas semanas. Francisco pode delegar a celebração de missas e cerimônias a outros prelados, geralmente cardeais, mas a bênção urbi et orbi é uma função exclusiva do papa.
Além disso, o Vaticano confirmou a data da canonização do beato italiano Carlo Acutis (1991-2006) para o dia 27 de abril, mas ainda não confirmou se o papa participará da cerimônia.
A hospitalização de Francisco, durante a qual esteve à beira da morte em duas ocasiões, de acordo com médicos, representou a crise de saúde mais grave desde sua eleição como papa em 2013.
O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, informou que o papa está repousando na residência de Santa Marta e não tem audiências nem recebe visitas. Parolin afirmou que o papa "talvez" não consiga retomar suas atividades como antes, e que "devemos encontrar meios diferentes" para que ele continue cumprindo seu papel.