O ’Tralalelo Tralala’ é um dos ’brainrot’ de maior sucessoReprodução / TikTok

Mais novo fenômeno das redes sociais, o "Italian Brainrot" (podridão cerebral italiana, na tradução literal) se tornou uma febre. O termo se refere a um meme que consiste em publicações de vídeos com imagens surrealistas de personagens criados por Inteligência Artificial, apresentados por uma narração em idiomas estrangeiros, normalmente em italiano.

O conteúdo surgiu na internet no início de 2025 no TikTok e apesar da "falta de sentido e contexto", tem prendido a atenção de internautas ao redor do mundo, que compartilham quais são seus monstros favoritos.

Uma das figuras mais famosas do "Italian Brainrot" é o "Tralalero Tralala", um tubarão que veste três tênis da Nike em suas barbatanas. Sua narração menciona que ele joga Fortnite, um popular game, com o seu filho. Já o "Lirili Larila" é um cacto com rosto de elefante que veste duas sandálias. Na sua fala, é dito que ele "anda pelo deserto" e tem "um relógio que faz tic-tac".
Há também o "Tung Tung Tung Sahur", um pedaço de madeira cilíndrico com um rosto que segura um taco de beisebol. Segundo o que é dito em seus vídeos, "se alguém for chamado por 'Sahur' três vezes e não responder, a criatura virá à sua casa".

Estes são apenas alguns das dezenas de personagens criados por internautas. Os brasileiros fizeram a sua própria versão do meme, o "Brasilini Birimbini", um berimbau, instrumento utilizado na capoeira, que veste óculos escuros e uma calça.
Devido ao sucesso do "Italian Brainrot", até clubes de futebol entraram na brincadeira. No último dia 14 de abril, o perfil oficial do Flamengo em inglês publicou uma imagem com um urubu calçando tênis, em um cenário parecido ao "Tralalero Tralala", com a legenda "Urubini Flamenguini". O Santos e o São Paulo também fizeram postagens com referência a este tipo de conteúdo.

O que é brain rot?

"Brain rot" (cérebro apodrecido, traduzido do inglês) é um termo que significa a deterioração do estado mental de uma pessoa, normalmente causada pelo uso excessivo das redes sociais e o consumo de conteúdos triviais e que não desafiam o intelecto. Ela foi considerada a palavra do ano em 2024 pelo Dicionário de Oxford, em eleição que contou com mais de 37 mil votos.