Doron Katz-Asher, de 36 anos, foi sequestrada e levada para Gaza em outubro de 2023Reprodução/CNN

Uma mulher israelense que foi sequestrada em Gaza com suas duas filhas e foi libertada em novembro de 2023, lançou uma campanha de arrecadação de fundos para "construir" seu futuro, e arrecadou mais de 600 mil dólares (cerca de R$ 3,3 milhões) em um dia.
"Tenho um futuro que quero construir, mas preciso de sua ajuda. Não posso fazer isso sozinha", escreveu, na quarta-feira (21), Doron Katz-Asher, de 36 anos, no texto que acompanha o apelo que lançou na internet.
Na tarde desta quinta-feira (22), o contador de doações superava os 2,3 milhões de shekels (cerca de R$ 3,6 milhões), perto do objetivo de 2,5 milhões (cerca de R$ 3,9 milhões).
Katz-Asher faz parte dos 251 reféns sequestrados em 7 de outubro, durante o ataque sangrento do movimento islamista palestino Hamas no sul de Israel, que desencadeou na atual guerra de Gaza.
Ela foi sequestrada junto com suas duas filhas, de 4 e 6 anos, no kibutz Nir Oz. As três foram libertadas em 25 de novembro de 2023 como parte da primeira trégua.
Em 7 de outubro de 2023, Katz-Asher testemunhou a morte de sua mãe, Efrat Katz, morta por engano, na fronteira da Faixa de Gaza, por um helicóptero israelense que disparava contra o veículo em que haviam sido sequestradas.
Ela também foi ferida pelas balas e recebeu tratamento sem anestesia em Gaza, segundo seu depoimento. Seu irmão, Ravid Katz, também morreu no ataque ao kibutz e o Exército israelense trouxe seu corpo de Gaza em julho de 2024.
Doron Katz-Asher, separada de seu marido, deu à luz a terceira filha do casal, há dois meses. "Saí do cativeiro, mas não recuperei minha vida de antes", afirmou.
O Estado concedeu a cada refém libertado uma quantia de 50 mil shekels (cerca de R$ 78 mil), mais um auxílio mensal de cerca de 1.400 dólares (cerca de R$ 7 mil) por mês para toda a vida. Outras ajudas são concedidas com base nas circunstâncias do sequestro, na composição da família e nas necessidades de saúde.
Um dos líderes da oposição, Benny Gantz, reagiu ao apelo de Katz-Asher pedindo ao primeiro-ministro e ao governo que votem a favor do projeto de lei de seu partido para dar automaticamente 4 milhões de shekls (cerca de R$ 6 milhões) a cada refém libertado.