Brueckner é suspeito de ter matado Madeleine, mas ainda não há evidências que o ligue ao assassinatoReprodução
Doadora anônima paga multa e antecipa libertação de suspeito do caso Madeleine MCcann
Christian Brueckner deve deixar a prisão em setembro
Uma doadora anônima pagou uma multa no valor de 1,2 mil libras esterlinas (cerca de R$ 9 mil) para libertar o suspeito do caso de Madeleine McCann. A data de libertação de Christian Brueckner, de 48 anos, está marcada para 17 de setembro.
Segundo o jornal britânico "The Sun", os promotores do caso esperavam mantê-lo atrás das grades pelo menos até janeiro, o que daria mais tempo para encontrar novas provas relacionadas ao desaparecimento da criança. Os advogados de Brueckner afirmam que ele planeja morar em uma ilha na Alemanha após sua liberdade.
As autoridades temem que ele possa viajar para um país sem tratado de extradição, o que dificultaria significativamente um eventual processo judicial. O suspeito também já realizou, há alguns anos, uma cirurgia estética para alterar sua aparência, aumentando a possibilidade de tentar se esconder novamente com outro procedimento.
A doação anônima ocorreu logo após uma arma ter sido encontrada durante a última busca policial, realizada na semana passada em uma antiga casa de Brueckner na região do Algarve, em Portugal. A operação durou três dias. Além da arma, foram recolhidos pequenos fragmentos que, segundo as autoridades, podem ter ligação com o caso de Madeleine - mas, até o momento, não há nenhuma conexão direta com o suspeito.
Atualmente, Brueckner cumpre uma pena de sete anos de prisão pelo estupro de uma norte-americana de 72 anos na Praia da Luz, em 2005. Essa sentença se estende até setembro de 2025. No entanto, havia uma multa pendente referente a outro processo, que, caso não fosse paga, poderia prolongar sua permanência na prisão. Com o pagamento, a extensão da pena foi evitada.
Relembre o caso de Madeleine MCcann
Madeleine, de 3 anos, desapareceu do apartamento onde passava férias com os pais, que jantavam em um restaurante muito próximo do local. O caso desencadeou uma campanha internacional em busca da menina.
A Justiça alemã deu um novo rumo à história ao anunciar, em 2020, que estava convencida do envolvimento de Brueckner. Embora suspeito de ter matado a criança, ele nunca foi formalmente acusado.
Na época do desaparecimento, Brueckner vivia na costa do Algarve, perto do local de férias dos McCann. Um sinal de celular registrado em seu nome foi detectado na área na noite que Madeleine sumiu.

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