Tom Phillips foi morto a tiros nesta segunda-feira (8)Reprodução
Tom Phillips, que fugiu com os três filhos em dezembro de 2021 após uma discussão com a ex-companheira, foi morto a tiros na região montanhosa de Waikato, na ilha Norte do país.
A polícia suspeita que Phillips tenha cometido vários crimes desde sua fuga e o acusou de roubo qualificado, lesão corporal grave e porte ilegal de arma de fogo.
O caso chocou a Nova Zelândia, especialmente na região de Waikato e na localidade de Marokopa, onde suspeita-se que estava escondido.
A família escapou diversas vezes da captura, apesar de ter sido vista em muitas ocasiões. No mês passado, por exemplo, câmeras de segurança teriam registrado o pai e uma criança furtando em uma loja.
A polícia informou nesta segunda-feira que Phillips foi morto após atirar na cabeça de um policial com um fuzil de alta potência. Os policiais responderam a uma denúncia de roubo em Waikato.
O policial baleado foi levado ao hospital, informou a comissária-adjunta da polícia da Nova Zelândia, Jill Rogers.
Imagens do local publicadas pelo jornal The Waikato Times mostram Phillips no meio da rua, com um fuzil em uma vala a poucos metros de distância.
Crianças em acampamento isolado
Os outros dois foram encontrados por volta das 16h30 (1h30 no horário de Brasília) após um dia inteiro de buscas em um acampamento isolado na floresta. A imprensa neozelandesa informou que as crianças têm 9, 10 e 12 anos. Quase 50 policiais participaram da operação de busca.
"Saber que as crianças estão a salvo e agora sob cuidados depois de quase quatro anos é um alívio absoluto", disse Rogers. Dois policiais afirmaram à AFP, sob condição de anonimato, que as autoridades temiam há muito tempo que o caso Phillips terminasse em um tiroteio.
"Sempre tivemos medo de que pudesse terminar em um confronto mortal", disse um dos policiais com conhecimento do caso, que não estava autorizado a falar com a imprensa. A polícia acredita que Phillips recebeu apoio de várias pessoas que lhe forneciam comida e abrigo.
As forças de segurança também receberam relatos esporádicos sobre o estado de saúde das crianças e decidiram não realizar buscas extensas para não colocá-las em perigo.
A polícia acredita que a rede de apoio de Phillips pode ter se desintegrado nas últimas semanas, o que o levou a cometer mais roubos.
"Se você fosse a Marokopa, metade da localidade parecia apoiá-lo, e a outra metade achava que ele era um criminoso", disse um policial à AFP. "Mas, ultimamente, o apoio parecia ter diminuído".
A mãe das três crianças, conhecida como Cat, disse estar aliviada. "Sentimos falta delas todos os dias por quase quatro anos e queremos recebê-las em casa com amor e carinho", disse à emissora nacional RNZ.

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