John Clarke recebeu o prêmio Nobel aos 83 anos nesta terça-feira (7)Karl Mondon / AFP
"Será desastroso se isso continuar [...]. Supondo que a administração atual vai acabar, pode levar uma década para voltar para onde estávamos, digamos, há um semestre", acrescentou.
Ele também classificou essa situação como um "enorme problema" que está além de "qualquer compreensão".
"Logo ficou claro que era real", disse Clarke aos jornalistas nesta terça-feira (7), depois de ganhar junto com outros dois colegas o Nobel de Física por seus trabalhos no campo da mecânica quântica.
"Estava sentado completamente atordoado [...]. Jamais pensei em toda a minha vida que algo assim pudesse acontecer", refletiu.
Este professor da Universidade de Berkeley, na Califórnia, contou que, desde então, seu telefone não parou de tocar. Muitos e-mails chegaram e as pessoas começaram a "bater na minha porta" buscando entrevistas às 3h da madrugada.
"Eu disse obrigado, mas não. Não a esta hora da noite", recordou ele, de 83 anos, com um sorriso. Clarke compartilhou o cobiçado prêmio com o francês Michel Devoret e o americano John Martinis, dois colegas físicos que trabalhavam em seu laboratório de Berkeley durante a época da pesquisa nos anos 1980.
Os três cientistas são pesquisadores em universidades dos Estados Unidos.
O físico destacou os recursos significativos que teve a seu dispor no momento de seu trabalho há quatro décadas, como o espaço do laboratório, assistentes de pós-graduação e equipamentos.

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