Presidente do México, Claudia SheinbaumAFP
Um grande protesto antigovernamental, convocado por representantes da "Geração Z" [pessoas com menos de 28 anos], reuniu milhares de manifestantes na Cidade do México contra a violência e a política de segurança de Sheinbaum.
Confrontos entre policiais e manifestantes foram registrados nos arredores do Palácio Nacional, residência da mandatária, deixando mais de 100 feridos, majoritariamente policiais.
"A grande maioria dos que marcharam no sábado não eram jovens da Geração Z", disse Sheinbaum em sua habitual coletiva de imprensa matinal.
A presidente mexicana também relatou a presença de um "grupo muito violento", que buscava derrubar as barreiras que protegiam o palácio presidencial, e denunciou uma campanha vinda de "contas internacionais, muitas contas estrangeiras: da Espanha, dos Estados Unidos, da América Latina, de muitos países, montando esta narrativa de que no México se reprime os jovens".
No poder desde 1º de outubro de 2024, Sheinbaum mantém níveis de aprovação superiores a 70% no primeiro ano de sua gestão, mas enfrenta críticas à sua política de segurança, devido a assassinatos de figuras políticas ocorridos principalmente no estado de Michoacán.
No início de novembro, Carlos Manzo, prefeito da cidade de Uruapan, foi assassinado a tiros, o que gerou protestos nesse estado.
Na manifestação de sábado, alguns participantes usavam chapéus como o que tornou Manzo famoso. O prefeito falecido ganhou notoriedade ao perseguir criminosos pessoalmente, a bordo de viaturas e até mesmo de helicóptero.

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