O governo dos Estados Unidos e do Irã condenaram o ataque a tiros a uma celebração judaica na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, neste domingo (14). Ao todo, cerca de 11 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas. O ato foi descrito pelas autoridades como "terrorista" e "antissemita".
"O antissemitismo não tem lugar neste mundo. Nossas orações estão com as vítimas deste ataque horrível, com a comunidade judaica e com o povo da Austrália", disse Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano.
"Condenamos o ataque violento em Sydney, Austrália. O terrorismo e o assassinato de seres humanos, onde quer que sejam cometidos, são rejeitados e condenados", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqeri, no X (antigo Twitter).
No Reino Unido, o rei Charles III declarou-se "consternado" e descreveu a tragédia como "um terrível ataque terrorista antissemita".
O chefe de Governo da Espanha, Pedro Sánchez, apelou a "esforços incansáveis para erradicar o antissemitismo e o terrorismo" em uma mensagem na rede X.
Um dos suspeitos do ataque foi morto e o segundo está em estado crítico, segundo a polícia.
A corporação classificou o ataque como um "incidente terrorista" e disse ter encontrado "artefatos explosivos improvisados" em um veículo próximo à praia, vinculado ao "criminoso morto".
"Este é um ataque direcionado contra judeus australianos no primeiro dia do Hanukkah, que deveria ser um dia de alegria, uma celebração da fé", disse o primeiro-ministro, Anthony Albanese, em um pronunciamento televisionado.
"Um ato de maldade, antissemitismo e terrorismo que atingiu o coração da nossa nação", acrescentou, chamando de "heróis" os cidadãos que enfrentaram um dos atiradores e o desarmaram.
O ataque ocorreu durante um evento chamado "Chanukah by the Sea", que celebra o feriado judaico do Hanukkah, no qual participavam cerca de mil pessoas, segundo a polícia.
O presidente israelense, Isaac Herzog, classificou o ataque como "cruel contra os judeus" e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusou o governo de ter "alimentado o fogo do antissemitismo" ao reconhecer um Estado palestino.
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