Conselho de Segurança da ONU se reúne segunda-feira (5) Arquivo / AFP
O encontro de emergência, previsto para às 10h locais (12h de Brasília), foi solicitado pela Venezuela. Outros países, como Irã e Colômbia, apoiaram o pedido.
A determinação de que Rodríguez deveria ocupar a Presidência partiu da Suprema Corte da Venezuela, ainda no final da noite de sábado (3), mesmo dia do ataque norte-americano, em uma decisão tomada "em vista da agressão militar estrangeira".
Na nota, as Forças Armadas da Venezuela também respaldam o Decreto de Comoção Externa emitido após o ataque de sábado e rechaçam o que chamam de "covarde sequestro" de Maduro e sua mulher, Cilia Flores.
"O governo bolivariano garantirá a governabilidade do país e nossa instituição continuará empregando todas as suas capacidades disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz", informa ainda a nota dos militares venezuelanos.
Forças Armadas pedem retomada de atividades
Em pronunciamento televisivo, o ministro da Defesa venezuelano pediu para a população do país "retomar suas atividades" com normalidade.
"Chamo o povo da Venezuela a retomar suas atividades econômicas, trabalhistas, de todo tipo, educativas, nos próximos dias e a pátria deve encaminhar-se sobre seu trilho constitucional", disse López.
Rodríguez exige 'liberação imediata' de Maduro
Em pronunciamento no sábado, antes de tomar posse como presidente interina, a vice de Maduro fez um pronunciamento à imprensa e exigiu a imediata libertação do ditador preso.
Para ela, o ataque à Venezuela teve como objetivo "trocar o poder na Venezuela e também capturar os nossos recursos energéticos e recursos minerais e naturais", disse.
Ela também disse que "só existe um presidente da Venezuela, Nicolás Maduro". Rodríguez pediu "calma e unidade para reorganizar e defender a Venezuela". Afirmou, ainda, que "o povo venezuelano, que é sábio, que é paciente, que tem paciência estratégica, encontrará o caminho para a defesa da paz, para a defesa da tranquilidade, para a defesa da pátria".
Donald Trump, no entanto, disse em entrevista coletiva que o secretário de Estado, Marco Rubio, havia conversado com Rodríguez e ela estaria "essencialmente disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande novamente".
Segundo Trump, ela teria dito "faremos o que for preciso". Ainda de acordo com o presidente americano, Rodríguez "foi bastante gentil, mas na verdade não tem escolha".

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