Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier MileiAFP

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou neste sábado (17) que recebeu um convite de seu contraparte dos Estados Unidos, Donald Trump, para se juntar como membro fundador do "conselho de paz" para Gaza.
Ao compartilhar uma imagem da carta-convite, Milei escreveu no X que será "uma honra" acompanhar a iniciativa presidida pelo próprio Trump e integrada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
"A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de frente, que defendem a vida e a propriedade e que promovem a paz e a liberdade. É uma honra para nós compartilharmos tão grande responsabilidade", escreveu.
A Casa Branca indicou que o conselho de paz para Gaza abordará questões como o "fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital".

"Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar", ressaltou, ao fazer o anúncio nas redes sociais.

O presidente ultraliberal argentino, um aliado de Trump na região, escreveu que a "Argentina sempre estará ao lado dos países que lutam de frente contra o terrorismo, que defendem a vida e a propriedade e que promovem a paz e a liberdade".

O chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan, também informou, neste sábado, que recebeu o convite de Trump para integrar o conselho.

"Em 16 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como presidente fundador do conselho da paz, enviou uma carta convidando nosso presidente, Recep Tayyip Erdogan, a se tornar membro fundador" do mesmo, escreveu no X Burhanettin Duran, diretor de comunicação da presidência turca.

Por ora, Erdogan não se pronunciou sobre o convite.

Também foram convidados o presidente egípcio, Abdel Fatah al Sissi, segundo a chancelaria do país árabe, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que tem a intenção de aceitar a oferta, declarou um funcionário de alto escalão de Ottawa neste sábado.