Explosão foi registrada na embaixada dos Estados Unidos em OsloReprodução/ internet

A explosão registrada na madrugada de domingo (8) na embaixada dos Estados Unidos em Oslo, que não deixou vítimas, apenas pequenos danos materiais, pode ter sido provocada por “um ato de terrorismo”, segundo a polícia, que não descartou outras hipóteses.
A explosão ocorreu na entrada da área consular da embaixada por volta de 1h (21h de Brasília, sábado), informou a polícia.
“Uma das hipóteses é que tenha sido um ato de terrorismo”, declarou Frode Larsen, comandante da unidade conjunta de investigação e inteligência da polícia, ao canal público NRK.
"Mas não estamos totalmente focados nesta hipótese. Precisamos permanecer abertos à possibilidade de outras causas", acrescentou.
Os pesquisadores mobilizaram cães, drones e helicópteros para buscar "um ou mais supostos autores" da explosão.
O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, classificou o incidente como "inaceitável" e disse que ele e a ministra da Justiça e da Segurança Pública, Astri Aas-Hansen, entraram em contato com o encarregado de negócios da embaixada americana, Eric Meyer.
“A segurança das missões diplomáticas é extremamente importante para nós. A questão está a ser investigada pela polícia e pelo Serviço de Segurança da Noruega (PST)”, acrescentou.
O governo da Noruega informou que não houve mudança no nível de alerta no país escandinavo, que permanece em três na escala que vai até cinco.
O comandante da polícia, Michael Dellemyr, destacou que a explosão teve origem humana e não acidental, sem revelar mais detalhes.
Algumas horas após a explosão, a polícia anunciou que a área ao redor do edifício era "segura" para moradores e transeuntes.
As embaixadas dos Estados Unidos estão em alerta máximo no Oriente Médio após as operações militares do país e de Israel contra o Irã que desencadearam uma guerra regional.
Teerã iniciou ações de represália contra vários alvos industriais e diplomáticos.